sexta-feira, 10 de julho de 2009

AGUCE SEU CONHECIMENTO LITERÁRIO

GÊNIO de Harold Bloom

 

       Nesta obra Harold Bloom nos leva a uma fascinante viagem pelo mundo da literatura. Desde a Bíblia até Sócrates, passando pelos feitos transcendentais de Shakespeare e Dante, até chegar a Machado de Assis, Hemingway, Faulkner e Borges, Bloom atravessa séculos, apontando insuspeitas analogias entre os gênios por ele selecionados, as surpreendentes influências que estabeleceram ao longo do tempo.

        Com entusiasmo contagiante, analisa a poesia de Milton, Shelley e Fernando Pessoa; o teatro de Ibsen e Tennessee Williams; as narrativas de Melville e Tolstoi, entre muitas outras obras, oferecendo aos amantes da literatura visões originais de textos consagrados.

      Bloom, em GÊNIO, apresenta um mosaico de gênios da linguagem, procurando definir, da melhor maneira possível, a genialidade específica de cada um dos 100 autores elencados, recorrendo à mescla de crítica biográfica e formalista, e evitando o historicismo. Bloom retoma com a proposta do estudo da antiga idéia de gênio, pois como ele afirma no prefácio, habilidade não é algo inato, mas genialidade o será, necessariamente. Todo gênio, diz Bloom, é idiossincrático, extremamente arbitrário e, em última instância, solitário.

      Na sua definição pessoal de gênio, Bloom nos sugere fazermos as seguintes questões a qualquer escritor: ele ou ela alarga a nossa consciência? Fora do aspecto do entretenimento, a minha conscientização foi aguçada? Expandiu-se a minha consciência, tornou-se mais esclarecida? Se não, deparei-me com um talento, e não com um gênio. Aquilo que há de melhor e de primordial em mim não terá sido tocado.

      Bloom também diz que uma condição cabível a qualquer gênio da linguagem é que ela não produza obras datadas. Segundo ele, com apenas dois ou três punhados de exceções, tudo o que agora aclamamos é, potencialmente, antiguidade; e antiguidades feitas de linguagem terminam em cestos de lixo, e não com leiloeiros ou museus. Por isso, ele afirma ao final do livro que o tempo, que nos destrói, reduz o que não é genial a lixo.

       Ao longo de meio século de ensino de literatura e produção bibliográfica, Harold Bloom, considerado o mais importante crítico norte-americano, tem cativado leitores em textos que encantam pela clareza, inteligência e sensibilidade. GÊNIO é obra de referencia indispensável a todos os que desejam ter uma visão ampla do melhor da literatura de todos os tempos.

 

REFERÊNCIA E SUGESTÃO:

BLOOM, Harold. Gênio: os 100 autores mais criativos da história da literatura. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003

 NOTA: Neste momento estou em Belo Horizonte - MG, para domingo seguir viagem à Bahia, onde estarei em missão, por isso, talvez nesse período os post sejam menos!



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