sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O BRADO DE AUGUSTO MEIRA

A causa acreana, da luta pela incorporação ao Brasil até a sua Autonomia política, despertou as mais diversas opiniões, desde simples seringueiros a ilustres personagens de nossa história, como Rui Barbosa. O ilustre jurisconsulto, estudioso e homem de Letras da Amazônia, Augusto Meira, lançava em 1913 uma obra intitulada “Autonomia Acreana”, talvez um dos mais lúcidos e bem argumentados trabalhos em prol de nossa autonomia. De modo categórico, Meira bradava:

“Quando mesmo viesse algum onus maior, as immensas vantagens recolhidas tudo, em centuplo, compensariam. Isto sóbe de ponto quando é certo que o Acre tem condições de em 10 annos fazer muito mais do que alguns dos nossos Estados tem feito desde 1500” (p. 76).

E mais adiante arrematava:

“A autonomia do Acre é uma necessidade inadiavel. Ella ahi está. Ao governo cumpre respeitar o valor real de seus títulos. Autonomia não quer dizer divórcio da Patria. É a dignificação de um povo que dignificou e que dignificará a patria” (p. 76).

A autonomia, porém, não veio tão fácil. Todavia, é inegável o quanto somos gratos a Augusto Meira, por, antes de tudo, ter compreendido o quanto o povo acreano padeceu pelo chão que hoje calcamos. E que nossa história, não nasceu do arroto de Buda.


Referência e sugestão:

MEIRA, Augusto. Autonomia Acreana. Belém: Typ. Da Livraria Escolar, 1913 (Edição fac-similada, 1983).

Nota: Citações obedecendo a ortografia da época.
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