quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

NO TEMPO DOS VAPORES

Houve um tempo em que, no Acre, os meios de transportes se limitaram basicamente às vias fluviais. Era o tempo em que a fumaça das caldeiras dos imponentes vapores se mesclavam ao céu anil amazônico, e o apito ressoava mata adentro despertando esperanças a patrões e subalternos. Era também o tempo das chatas, dos vaticanos, das lanchas, dos batelões. Levavam levas de gente, brabos, e retornavam abarrotadas do ouro negro, abundante nestas paragens. Foi o tempo em que o Acre sustentou o “mundo” com uma riqueza que até hoje nunca desfrutou.

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VAPOR CEARENSE

Propriedade do Sr. Guilherme Augusto de Miranda, Filho, comerciante na praça do Pará. É seu comandante, o piloto Sr. Agostinho Alves da Cunha Guedes Mourão. Mede 44, 8 m de comprimento, com 8,7 m de boca. Tem capacidade para 224 toneladas.
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VAPOR TAPAUÁ

Vapor Tapauá, construído na Inglaterra em 1900, é propriedade do Sr. Armindo R. da Fonseca, comerciante na praça de Manaus. É comandado pelo piloto Sr. Carlos C. Fernando de Sá. Mede 14 metros, com um calado de 1,5 m e capacidade para 150 toneladas.
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VAPOR ARIPUANÃ

Primeiro vapor que chegou a Xapuri, sob o comando do Sr. Antônio Marques. Era propriedade da Companhia Pará e Amazonas. Naufragou no dia 10 de junho de 1905, às nove horas e meia da manhã, próximo ao seringal “Entre Rios”. Comandado pelo piloto Antônio Miranda, era atualmente propriedade do Sr. B. F. da Silva.
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VAPOR PROMPTO

Vapor comandado pelo piloto Vicente Adelino Pinto, propriedade da firma Alves Braga & Ca., da praça do Pará. Mede 95 pés de comprimento, 18 de largura, 8 de pontal, com capacidade para 120 toneladas.
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VAPOR RIO TAPAJÓS

Faz parte da flotilha da Companhia do Amazonas. Têm de comprimento 150 pés, 33 de largura, com capacidade para 8.000 volumes. Era seu comandante, o distinto e inteligente piloto Sr. Antônio Gonçalves Bandeira.
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VAPOR MANAUS

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VAPOR TAMANDUÁ


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NOTA: As imagens foram retiradas do livro de Napoleão Ribeiro "O Acre e os seus Heróis". A legenda das imagens, do livro "Álbum do Rio Acre: 1906-1907" de Emílio Falcão. Provavelmente Nopoleão Ribeiro usou muito das imagens já presentes na obra de Emílio Falcão.
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