terça-feira, 6 de abril de 2010

ÁLBUM DO SERTÃO

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Da's Bahia's conheço a Bahia sertão, onde estou há dois meses. Gente simples, sofrida, mas resistente como mandacaru, em que o clima e as agruras do sertão a tornam mais fortes e generosas, como árvores de umbu. Região envolvida por serras, lajedos e belas formações rochosas. Cidade de gente hospitaleira, que ao entardecer senta em frente as suas casas para prosear. Estirando um pouco mais depara-se com o imponente Velho Chico, o maior rio genuinamente brasileiro. Estamos à sudoeste da Bahia, região fronteiriça com Minas. Aqui o vento vem todas as tardes vadiar com o sertão e namorar as suas serras, como quem nada quer...
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Famoso conjunto de pedras de arenito chamado de Três Irmãos localizado na cidade de Palmas de Monte Alto-BA, com cerca de 30 m de altura, que em 1902 emocionou o famoso engenheiro Teodoro Sampaio que passava pela região quando realizava a expedição pelo Rio São Francisco e Chapada Diamantina.
Igreja histórica de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens. A partir desta capela fomou-se a vila de Monte Alto, entre 1736 a 1742. Em 1840 a capela passou a ser freguesia e Monte Alto foi elevado à categoria de município.
As casas ao pé da serra de Monte Alto: uma pintura natural
O sertão recebe as últimas chuvas. O verde volta a predominar o cenário, a encher-se de esperança para enfrentar as agruras da seca.
Três Irmãos
O futebol parece ser mesmo uma paixão nacional, como demonstra essas crinças em uma das comunidades rurais de Palmas de Monte Alto. Intervalo da aula: hora de futebol.
Nem tudo é pedras no caminho: é preciso ter a sensibilidade de enxergar a beleza onde menos se espera.

Estrada e nuvens a compor um cenário ímpar.
Sob a relva verdejante o sol vem deitar-se.
Final de tarde: o sol brilha já quase por entre a serra.
Entre as cidades de Guananbi e Caetité pode-se apreciar essa paisagem.
Poesia humana aliada à composição Divina.
A árvore saúda o sol a se esconder por detrás de sua copa.
O Velho Chico que enche de vida o nordeste brasileiro. Ameaçado pela ganância humana de uns poucos.
Da foz do Rio Carinhanha contempla-se a ribeirinha cidade de Malhada.
As águas do Rio Carinhanha a refletir as nuvens: a formar uma paisagem única.
Ainda no Rio Carinhanha: o sol abre-se sobre as águas.
Ao fundo o arco-íris.
Deste lado o rio Carinhanha, do outro o São Francisco.
O arco-íris parece abraçar o homem em sua canoa.

É o Rio São Francisco.
Os traseuntes da ponte sobre o Rio São Franscisco admiram um monomotor que faz acrobacias.


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Como diria Carlos Drummond de Andrade:
"Ainda carece fazer poema sobre a Bahia?
Não."
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5 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Muito lindo Isaac, oportuno seu post para acabar com a idéia que o sertão é só miséria, existem coisas lindas como você bem mostrou.
Um abraço

Os Chicos disse...

Amigos,

concordo com isso. O sertão tem belezas que os brasileiros deveriam se preocupar em conhecer. Aproveito para convidar a todos para conhecerem o projeto Os Chicos (www.oschicos.com.br), por meio do qual o jornalista Gustavo Nolasco e o fotógrafo Leo Drumond estão percorrendo todo o Velho Chico na tentativa de documentar a cultura oral das cidades ribeirinhas.

Lu disse...

Oie! Isaac!
Que belas fotos* Palavras de quem tem amor e sentimento por uma terra que acabas de pisar nela.
Grande filósofo* Amante das belas paisagens que retrata a vivência do homem...
Um abraço p/vc!

Denise disse...

Que fotos maravilhosas!! É um lugar simples, mas ao mesmo tempo cheio de belezas. :)
[]s

Marcos José de Souza, Fátima-Bahia disse...

Amei o seu blog e somos do mesmo time da poesia, da dedicação e do amor, da defesa, do ataque, pela vida. parabéns