domingo, 30 de maio de 2010

ATÉ QUANDO?

José de Anchieta Batista


Por quanto tempo estes sóis
Estas nuvens, estes mares,
Estes rios, estes ares,
Hão de existir para nós?

Que tempo ainda resta
Para que o último vivente
Respire avidamente
A última porção de ar?

Quanto tempo ainda resta
Para que esteja caída
A última folha sem vida
Da derradeira floresta?

Que tempo nos sobrará
Para nos nossos anseios
Ainda ouvir os gorjeios
De um último sabiá?

***
*

- BATISTA, José de Anchieta. Menino da Rua do Bagaço. Rio de Janeiro: Publit, 2009.

- Foto: Celi Aurora

2 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Isaac
Do jeito que as coisas vão, com o homem destruindo tudo, no restará pouco tempo.

ANCHIETA BATISTA disse...

Isaac,
um abraço.

Obrigado, amigo!
Ter alguma poesia minha publicada em seu BLOG é algo que me envaidece muito.
Já tive oportunidade de elogiar este seu Blog como sendo um espaço de riquíssimo bom gosto.
Portanto, quanta honra!
Deus o abençoe sempre!
Abraço.

Anchieta