sexta-feira, 7 de maio de 2010

SUGESTÃO PARA NOVOS IMORTAIS

A Academia Acreana de Letras abriu edital para preenchimento de cinco vagas, para as cadeiras, 10, 17, 23, 25, e 32, como membros efetivos, posições subsequentes, 2, 2, 2, 4 e 3, em linhas horizontais, às dos titulares, saudosos acadêmicos, respectivamente, Geraldo Gurgel de Mesquita, 1, Luiz Cláudio de Castro e Costa , 1, Fernando de Oliveira Conde 1, Fernando de Castela, 3, e Josué Fernandes de Souza 2.

Minha sugestão para novos imortais:

- o autor do Menino da Rua do Bagaço, José de Anchieta Batista;

- e, o escriba de O Santo de Deus, Moisés Diniz.

Dois baluartes das letras acreanas na contemporaneidade. Seus escritos vão da sutileza dos filetes de águas que vazam dos igarapés à impetuosidade da força das águas de repiquete.

7 comentários:

ANCHIETA BATISTA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ANCHIETA BATISTA disse...

(reeditado pelo remetente, em razão de erro de grafia e citação equivocada)
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Caro Isaac,

Meus agradecimentos pelos elogios e pelo incentivo. Na realidade ser chamado de "imortal" assombra-me. Eu me vejo mortal demais, para me fazer imortal! Mesmo assim, sua gentileza motiva-me a pensar sobre o assunto. Desde minha convivência literária com o saudoso amigo e poeta Elzo Rodrigues, época em que editei de forma quase artesanal o livreto "Rua do Bagaço" (uma versão primária do "Menino da Rua do Bagaço"), que eu reluto quanto a isso. Sempre cortei quase que bruscamente qualquer abordagem a respeito.
Contudo, vou pensar em candidatar-me ou não.

Obrigado. Abraço.

Anchieta

MOISÉS DINIZ disse...

Caro Isaac,

No final de semana que passou, eu comentei sobre a tua postagem acerca de tua primeira professora, a Célia Moura.

Numa platéia de 200 líderes sindicais, religiosos (incluindo o Pe Inácio e as irmãs), indígenas, comunitárias e juvenis, eu lembrei da tua "história invisível" lá no Sumaré.

Disse que a professora Célia foi uma das primeiras jovens que nós contratamos para alfabetizar nossas crianças das cabeceiras dos rios.

Fiquei com a alma iluminada quando lembrei que, quase 20 anos depois, um jovem daqueles rios escrevia lá do nordeste, como estudante de teologia e filosofia.

Uma vitória do ser humano que não se contenta em apenas contemplar as estrelas. Ele quer e pode tocá-las e influenciar na intensidade de sua luz.

A platéia se emocionou e aplaudiu.

Parabéns, menino!

Quanto à Academia, ficaria honrado se fosse indicado.

Abraços,

Moisés Diniz

MOISÉS DINIZ disse...

Quanto ao Anchieta, não precisa nem falar. Ele merece uma cadeira. Mas, não cabe a mim me intrometer numa decisão interna da Academia.

Ele sabe, como você disse, juntar numa página só a fúria e a paixão, como se escrevesse com o peso e a leveza de uma brisa ou de um temporal.

Um grande escritor.

Valterlucio disse...

Moisés
Não sou exatamente um conhecedor das letras acreanas, mas sei reconhecer as boas quando as vejo. As suas são. Meu humilíssimo e, certamente, desnecessário apoio.
Valterlucio

ANCHIETA BATISTA disse...

Isaac,

Sinceramente... Você e o Moisés são dessas pessoas extraordinárias, com espírios cheios de bondade, voltados para o semelhante... Transborda um sentimento humanista de primeiro quilate. As palavras de vocês a meu respeito estão bem acima do que mereço, por isso lisonjearam-me sobremaneira. Obrigado!
Vindo de pessoas assim, tenho que me cuidar para não me inebriar na vaidade.

Quero dizer ao Moisés que o admiro e respeito como pessoa, como poeta e como escritor. Você consegue nos inserir como participantes do cenário que descreve.
Quanto a mim, tenho uma dificuldade imensa de aceitar o que escrevo. Meu cesto de lixo é prova disso!
E você, Isaac! Que serviço esplêndido você presta ao Acre! Alguém deveria premiar esse seu BLOG! Continue, amigo!

Deus o abençoe!

Anchieta

Isaac Melo disse...

Caro Anchieta e Moisés,
fico lisonjeado por vossas palavras.

Admiro aqueles que de uma forma ou de outra tocam nosso coração e deixam marcas de bondade nesse mundo esfacelado por discórdias e ódio.

O que disse a respeito de vocês, não o disse por leviandade, antes por respeito e por considerá-los merecedores de tal honra.

Sou daqueles que prefere reconhecer o mérito das pessoas enquanto vivem, e não esperar que um dia já não vivam para dizer aquilo que deveria ter sido dito enquanto vivas estavam conosco.

No respeito e admiração de sempre,
o meu fraterno abraço!