segunda-feira, 21 de abril de 2014

POETA ACREANO

Isaac Melo

a
Clodomir Monteiro
mestre e amigo


poeta acreano
não se engane
é barranco
e selva
é acalanto
e relva
é samaúma
e noite
é bruma
e açoite
é curva
e rio
é chuva
e frio
é matintaperera
e mapinguari
é seringueira
e taperi
é lago
e açaí
é brabo
e buriti
é igapó
e solidão
é só
e multidão
é igarapé
e embira
é poraquê
e pipira
é distante
e perto
é valente
e esperto
é repiquete
e balseiro
é ginete
e seringueiro
é centro
e margem
é vento
e voragem
é colocação
e poronga
é barracão
e maribondo
é borracha
e mulungu
é tarrafa
e cumaru
é menino
e pecador
é divino
e pescador
é história
e ficção
é memória
e carvão
é senhor
e amo
é ardor
e páramo
é profano
e sacro
é acreano
e acre

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