sábado, 10 de janeiro de 2015

SONETO DA DESVENTURA

Isaac Melo


Livrai-me ó deuses amigos
de todos os que odeiam a vida
e querem fazer de nós
homens bem sucedidos

acompanhe-me a sagrada desventura
nenhum caminho detenha meus passos
procuro no corpo nu a alma pura
forjo-me para além de todos os laços

a glória é uma taça de veneno
a mim basta ser ridículo e humano
não ser nada é meu trunfo

duvidar sempre foi meu crime
sou só, nem o belo me redime
bebo-me sem nenhum triunfo

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