sábado, 30 de maio de 2009

As 12 cidades-sede da Copa de 2014

 

Já estão escolhidas as 12 cidades-sede para a Copa de 2014.  Ainda que o anúncio oficial da Fifa esteja marcado para domingo. As eleitas pela Fifa serão:  

  • Rio de Janeiro
  • São Paulo
  • Belo Horizonte
  • Porto Alegre
  • Curitiba
  • Brasília
  • Cuiabá
  • Manaus
  • Fortaleza
  • Salvador
  • Recife
  • Natal

Fonte: Globo.com

 

Este é o projeto do estádio de Manaus que ficaria no lugar o Vivaldão. Com capacidade para 46 mil torcedores o projeto custaria R$ 6 bilhões de reais.

Em Salvador, o projeto vai aproveitar 50% do anel inferior atual da Fonte Nova. O estádio teria capacidade para 55 mil pessoas. Os investimentos giram em torno de R$ 230 milhões. O anel superior seria totalmente novo e teria 36 camarotes.

Em Porto Alegre, o Beira-Rio ganharia uma nova cara. O estádio receberia uma cobertura em estrutura metálica. A capacidade seria ampliada para 60 mil torcedores. Um edifício seria construído para servir como estacionamento. Toda a volta do anel inferior receberia camarotes e suítes. O custo é de R$ 350 milhões.

Em Belo Horizonte, o Mineirão teria o campo rebaixado, novas cadeiras e uma moderna cobertura. As gerais vão ganhar cadeiras. A capacidade cairia para 74.300 torcedores. O estacionamento vai ganhar mais duas mil vagas. O custo seria de R$ 300 milhões.

No Rio de Janeiro, o Maracanã ganharia uma nova cobertura. Um museu seria construído no local do parque aquático Júlio Delamare. O estacionamento ficaria em um prédio acima das linhas da Supervia e do metrô. Seriam cerca de 3.500 vagas. O custo previsto é de R$ 400 milhões.

Em São Paulo, o Morumbi ganharia nova cara. A capacidade passaria para 66.952 pessoas. O estádio ganharia cobertura na arquibancada e melhorias internas. Um estacionamento para 4.800 carros seria construído em frente ao portão 1.

Em Natal a arena da capital potiguar será erguida numa área de 45 hectares, onde também haverá bosque, hotéis, teatro, estacionamentos subterrâneos, prédios comerciais, shopping center e os centros administrativos. O complexo de Natal será construído por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Dessa forma, a venda dos espaços para comércio e residência - numa área útil 300.000 m² - vai gerar cerca de R$ 1 bilhão - dinheiro suficiente para bancar o projeto do estádio.

Em Fortaleza, o custo das obras é de R$ 400 milhões. O Castelão ganharia uma cobertura verde e o estacionamento seria subterrâneo para 4.200 carros. O fosso seria retirado e os torcedores ficariam a 21 metros do gramado. A capacidade cairia para 50 mil pessoas. O projeto inclui complexo esportivo ao redor do estádio.

Em Curitiba, a Arena da Baixada ganharia uma nova cara. O anel seria fechado. As obras devem levar dois anos e a capacidade aumentaria para 41.375 torcedores. O fosso seria retirado e quatro saídas abertas nos cantos do gramado. O investimento seria de R$ 150 milhões.

Em Cuiabá, o estádio Verdão precisaria de R$ 340 milhões para sair do papel. A capacidade seria de 40 mil lugares, todos cobertos. O estacionamento teria vagas para 15 mil veículos. Dois centros de treinamento, nas localidades do Lago de Manso e na Chapada dos Guimarães, também fazem parte do projeto.

Em Brasília, a reforma do Mané Garrincha duraria três anos. O estádio teria a capacidade ampliada para 76.232 torcedores. O custo estimado para a obra é de R$ 250 milhões. Uma nova cobertura nas arquibancadas seria construída, assim como um anexo que receberia os novos vestiários.

Em Recife, o projeto prevê a construção de um bairro inteiro chamado de "Cidade da Copa" ao custo de R$ 1,6 bilhão. A Arena seria para 46.154 pessoas e ainda teria camarotes, lojas, restaurantes, centro de convenções, teatro e cinemas, além de estacionamento para seis mil veículos.

 
P.S. Um dia quem sabe haverá também uma Copa do Mundo de Educação: milhões e milhões investidos em escolas, livros, bibliotecas, melhores salários, etc!
Viva o país do futebol!


quarta-feira, 27 de maio de 2009

Um post especial para quem deseja conhecer um pouco mais da literatura amazônica

QUATRO GRANDES AUTORES AMAZÔNICOS

A Amazônia sempre povoou o imaginário de outros povos e foi um prato cheio para os literatos. E grandes descrições fantasiosas surgiram, sobre os mais diversos prismas. Gastão Cruls a descreveu como Amazônia Misteriosa, Alberto Rangel batizou-a de grande Inferno Verde, Já Euclides da Cunha a denominou de Um Paraíso Perdido, e há centenas de outros relatos não menos interessantes.

Dentre os estados da Amazônia, o Pará se destaca como um celeiro de bons escritores. Belas descrições da região amazônica estão registradas pela pena de paraenses. Dentre estes, por um gosto pessoal, penso em quatro de forma especial, a saber: Inglez de Souza, Raymundo Moraes, Abguar Bastos e Leandro Tocantins. Todos estes escreveram sobre a Amazônia de uma maneira singular e apaixonante, e foram marcos nas letras amazônicas. Em suas obras tiveram a preocupação em defender a situação do povo amazônico, no sentido de despertar a consciência para uma região afastada dos grandes centros urbanos e promover mudanças sociais.

INGLEZ DE SOUSA (1853-1918) é tido como o introdutor da escola literária naturalista no Brasil. O naturalismo entendia que a "arte deveria organizar-se em torno da objetividade das coisas que estão no mundo e se expressar numa linguagem também objetiva, portanto esvaziada dos adornos subjetivistas românticos". Teve sua origem no determinismo de Taine, no positivismo de Comte e no evolucionismo de Darwin. Um dos primeiros a concretizar o pensamento desses autores na forma literária foi Emile Zola, com o ensaio O Romance experimental (1880).

Formado em Direito pela Faculdade de São Paulo, Inglez de Sousa estreou na literatura com o romance O Cacaulista, em 1876. Nesse mesmo ano publica também História de um pescador e no ano seguinte lança O Coronel Sangrado. Esses três livros são publicados sob o pseudônimo de Luiz Dolzani. A partir de O Cacaulista fez dos problemas humanos da Amazônia a preocupação central de sua obra.

O Missionário (1888) é considerado pela crítica a sua principal obra. Nas palavras de Araripe Júnior: "O Missionário é um livro que entontece, embriaga e farta como uma bebida forte do Amazonas. Em suas páginas encontra-se a vida que pode existir em uma obra copiada do natural". O livro narra a história de um missionário na Amazônia que a tudo combatia com o ardor de sua fé, fazendo frente ao sarcasmo de seus adversários e às tentações do demônio. Agarrado à idéia de sua missão, o bravo sacerdote só vê derrubados seus santos intentos quando a fascinação de uma tapuia intercepta os seus passos.

Inglez de Sousa, além de escritor e jurista foi também político, chegando a ocupar a presidência das províncias de Sergipe e Espírito Santo. Também participou da Fundação da Academia Brasileira de Letras, responsável pela fundação da cadeira 28, cujo patrono é Manuel Antônio de Almeida. Seu último livro, Contos Amazônicos (1893), uma de suas obras mais conhecidas, é um "documento fiel da língua do Pará, onde aparecem os modismos, o vocabulário e os costumes típicos da região amazônica".

Diferente de Inglez de Sousa que depois de sua saída da Amazônia (1853) nunca mais retornou a ela, RAYMUNDO MORAES (1872-1941) tem na bagagem 30 anos de experiência como comandante de gaiola, o que lhe permitiu conhecer a fundo toda região amazônica em suas peculiaridades. O jornalismo seria sua primeira fase. Participa da redação de A Província do Pará, jornal que na época distinguia-se entre os de melhor padrão na imprensa brasileira.  Além de diversos romances amazônicos, publicou ensaios, apólogos, memórias, comentários à viagem de Agassiz à Amazônia, estudos sobre a origem do vale amazônico e um dicionário de coisas da Amazônia. Raymundo Moraes tornou-se um escritor de renome nacional, tendo o próprio Presidente Vargas como seu leitor e admirador. Moraes era membro da Société Des Americanistes de Paris. Escreveu ao todo 18 livros.

Um de seus principais livros é Na Planície Amazônica (1926) que se tornou um livro de repercussão nacional, com o aplauso do Presidente Washington Luis. O livro trás diversas descrições das características da Amazônia, como a hidrografia, a botânica, as lendas, etc. Sobre o livro João Ribeiro dizia: "grande e maravilhoso esse dicionário de coisas amazônicas. A um só tempo lingüístico histórico, geográfico, biológico e social, é na realidade um livro que todos devemos ler página por página, para avaliar o imenso mar mediterrâneo de infinitos recursos e que bastaria para formar a pátria mais rica e formosa do mundo". Raymundo Moraes, nas palavras de Humberto de Campos, conseguiu, de um ponto remoto da selva amazônica, impor-se ao país inteiro.

Sobre o Acre Moraes escreveu o livro Ressuscitados: romance do Purus, obra psicológica na qual a dor, a lágrima e o sofrimento são amassados pela mão rude e audaciosa do homem, surge desafiando o que já se escreveu sobre a vida do nordestino no ocidente brasileiro, uma espécie de predecessor de A Selva de Ferreira de Castro. O livro descreve o amor não correspondido de um seringueiro, por uma indiazinha, sua pupila, a luta feroz do abandonado e seus companheiros contra os índios, em busca da mulher "roubada", a deserção dos seringueiros ao faltar-lhe munição, a luta peito a peito do cearense contra o índio, dentro outros fatos, constituem páginas das mais belas e reais, desse romance que empolga e que arrebata o leitor. O nome ressuscitado é uma alusão aos (poucos) seringueiros que se enriqueciam nos seringais e, assim, conseguiam retornar às suas terras natais ou à outra cidade qualquer.

A vida de ABGUAR BASTOS (1902-1995) é uma verdadeira miscelânea cultural: Romancista, poeta, folclorista, sociólogo, historiador, conferencista, teatrólogo, jornalista, tradutor, político, administrador, etc. Dono de uma vasta obra literária coloca-se entre um dos maiores vultos da história literária amazônica. Destaca-se como um autor central de um "regionalismo" amazônico renovado, isto é, um autor a encarnar uma visão "de dentro" da Amazônia sem, no entanto, desatrelar-se das influências e vínculos com as correntes modernistas que tão profundamente o marcaram em seu período de formação no contexto cultural da cidade de Belém.

Sob a influência do Manifesto pau-brasil de Oswald de Andrade, lançou na Amazônia o manifesto Flaminaçu, que em tupi (flami-n'-assú) significa "grande chama". Sua pretensão com esse manifesto era não só combater os representantes do passadismo literário da região, mas também convocar os intelectuais paraenses para o movimento renovador iniciado em São Paulo e que na Amazônia deveria ganhar feições próprias, dadas as peculiaridades da própria natureza.

Um dos principais e também romance de estréia de Bastos é Terra de Icamiaba (1931), romance de tese, meio cerebral e meio ambiente, é um livro de intenções simbólicas. A Amazônia tal como é e tal como deveria ser. Procura, ao mesmo tempo, fixar a luta do homem civilizado com o meio brutal e selvagem. Com este romance Bastos revela as rupturas presentes tanto no modo de conceber a relação do regional com o nacional, quanto reforçar a oposição entre um autor e outro no emaranhado de estratégias a dinamizar o campo literário naquele período.

Outra obra interessante, com enfoque na região acreana, é o romance Certos caminhos do mundo: romance do Acre (1936). Essa obra fixa não só a vida do vale acreano, mas a do vale do Purus, numa mesma linha de prolongamento. É um romance só de ambiente, onde os retratos se adaptam com maior rapidez às realidades da terra. Nele aparecem muitos aspectos da sociedade acreana, como a rivalidade que existia entre os dois principais bairros de Rio Branco: Penápolis e Empresa.

Abguar Bastos conhecia de perto a realidade amazônica. Sua bio-bibliografia é riquíssima, retrato de um homem que deixou um rastro luminoso, ao longo da sua vida de quase um século, tanto para a Amazônia quanto para o Brasil.

LEANDRO TOCANTINS (1928-2004) legou ao Brasil, quiçá ao mundo, uma das mais belas páginas já escrita, até hoje, sobre a Amazônia. Não só se realizou na Literatura, na Poesia, nas Ciências sociais. Sugeriu um "novo campo de estudos", a Amazonotropicologia, que resultaria em pesquisas, análises, interpretações, dentro de um sentido ecológico: de modo a harmonizar plenamente o Homem e a Natureza, criando uma autêntica civilização amazonotropical no complexo regional brasileiro, que se apresenta em "unidade dentro de     diversidades".

Seu livro de estréia O rio comanda a vida (1952) é considerado um clássico. Sobre este livro Valdemar Cavalcanti ressalta que não se deve dizer que é "mais um livro sobre a Amazônia", já que a expressão adquiriu um sentido depreciativo. Mas sim, um livro sobre a Amazônia – uma obra que não se destina a perder-se, por insignificante, na vasta bibliografia existente sobre o Inferno Verde. Um livro nuclear da Amazônia em busca da própria grandeza integrada no Brasil ainda maior. Luminosa síntese de pensamento e ação programática, que dimana de uma inteligência de longo alcance e alta competência no trato dos problemas da área amazônica, e, por isso mesmo, com direito a uma visão profética sobre destino histórico, como salienta J. Guilherme de Aragão.

Com Formação histórica do Acre (1961), Tocantins ganha o Prêmio Joaquim Nabuco de História Social da Academia Brasileira de Letras. Pode-se dizer que é o livro mais completo escrito até hoje sobre a história do Acre. Conforme Cassiano Ricardo: "Formação Histórica do Acre vai figurar entre as melhores obras de revelação e de interpretação de situações brasileiras. Como o sertão baiano teve Os Sertões, o sul do Brasil Populações Meridionais do Brasil, o nordeste Casa Grande e Senzala, o sudoeste amazônico tem, agora, Formação Histórica do Acre. Com a mesma força telúrica, a mesma riqueza de fatos, a mesma originalidade em técnica narrativa e de análise, a mesma extensão histórica e social, a mesma substância sociológica, as mesmas antecipações em divulgar documentos inéditos e essenciais à nossa historiografia, o mesmo bom gosto no estilo literário, o mesmo tom, assim, como o romanesco. O livro é uma grande saga, não só acreana, mas amazônica. Que se lê com a impressão de um romance épico".

Leandro Tocantins também foi um poeta exímio.  De sua poesia pode-se repetir o que Gilberto Freyre julgou sua prosa: "Impossível supor-se Leandro Tocantins de algum mestre, seu estilo é muito seu" ("De um novo Amazonófilo", in "O Estado de São Paulo", 13.3.1985). Leandro Tocantins elabora uma interpretação da formação social da Amazônia, a fim de compreender a singularidade do homem amazônico, de sua cultura e as formas sociais de apropriação do espaço e das técnicas peculiares a adaptação ao ambiente do trópico úmido. E ao fazer isso, legou mais que páginas históricas sobre a Amazônia, mas um testemunho de amor, expresso no papel e vivido no encontro com tantos outros caboclos amazônicos.

 

Referências e sugestões:

 BASTOS, Abguar. Certos caminhos do mundo: romance do Acre. Hersen Editor: Rio  de Janeiro, 1936.

TOCANTINS. Leandro. O rio comanda a vida. Companhia Editora Americana: Rio de Janeiro, 1972.

----------------------------. Formação Histórica do Acre I. Civilização Brasileira: Rio de Janeiro, 1979.

MORAES, Raymundo. Na planície amazônica. Editora Universidade de São Paulo: Rio-São Paulo, 1987.

---------------------------. Ressuscitados: romance do Purus. Companhia Melhoramentos de São Paulo: São Paulo, s/d.

SOUSA, Inglez. Contos amazônicos. Martin Claret: São Paulo, 2005.

-------------------. O missionário. Ediouro: Rio de Janeiro,s/d



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Inesquecíveis do Zé Leite

 

Tão Acre...

Verdade verdadeira. Em Senador Guiomard, quando era prefeito o alto e espigado João Rodrigues, o popular João Jia, com banda de música, escolares de bandeirolas nas mãos, discursos e tudo o mais foi inaugurado solenemente... um quebra-molas.

 

Mensagem Radiofônica

Mensagem lida na Rádio Difusora Acreana, rigorosamente verdadeira:

"Atenção senhor Antônio José, na Colocação Vai-quem-quer, seringal Sapopemba. Aviso-lhe que o Manuel foi atropelado e está internado no Hospital de Base com fratura craniana, três costelas quebradas, perna direita amputada e fraturas expostas nos dois braços. Peço que não se preocupe, pois ele passa bem. Abraços do Raimundo".

 

 

Referência e sugestão:

Tão Acre: Humor acreano de todos os tempos de José Chalub Leite. Rio Branco: BOGRAF Editora Preview Ltda, 2000.



sábado, 23 de maio de 2009

Admirável mundo da arte

O paisagismo de Claude Lorrain

ou o poeta da luz

Claude Lorrain (Lorena, 1600; — Roma, 23 de Novembro de 1682), foi um dos mais conhecidos pintores franceses, admirado pelas paisagens campestres e urbanas que pintava. As pinturas de Claude se tornaram tão populares e imitadas que para evitar falsificações, ele começou a anotar suas obras em um caderno de desenhos.  Variações de luz e atmosfera. Em suas obras posteriores a luz foi o principal assunto. As formas são dissolvidas. Há grandes panoramas de terra e mar.

O que atraiu Claude na paisagem do Lácio foi beleza da luz, e por meio de sutis gradações luminosas ele conseguiu dar a impressão de espaço. Claude foi o primeiro pintor que realmente olhou para o sol no esplendor da aurora, do meio-dia ou do poente e expressou a poesia das diferentes horas do dia. Saturado do cenário natural, regressou ao ateliê para compor seus quadros, adicionando lhes vida na maneira clássica, por meio de uma ação inspirada na mitologia, na história antiga e na Bíblia.

Claude via o mar como um elemento poético multiplicador da luz e emoldurava-o com palácios de sonhos, freqüentemente animando seus quadros com cenas de embarque ou desembarque inspiradas na história ou na religião.

O que é representado não é a poderosa vida de terra e mar, nem as forças da natureza em sua eficiência, mas nostalgia humana por tranqüilidade e paz. Paira sobre essas cenas um ar de nostalgia e de experiências do passado, resgatados com brilho e esplendor pela memória.

Lorrain imprime ao seu cromatismo (maneira de distribuir e empregar as cores na pintura) um forte sentido simbólico: tudo que se refere à natureza divina ou apresenta um aspecto de serenidade possui tons de azul; a força do amor é representada por meio do vermelho ou de tons incandescentes; a magnificência é marcada pelo amarelo; a submissão, pelo roxo; a esperança, com o verde.

Foram conservadas cerca de 250 pinturas de Lorrain e mais de mil desenhos. Suas primeiras obras eram mais animadas e de caráter bucólico, a exemplo das "Danças de camponeses". A partir da década de 1640, suas composições tornaram-se mais claras e monumentais, com influência dos paisagistas bolonheses, como se pode observar no "Embarque da rainha de Sabá".

O embarque da Rainha de Sabá – Claude foi buscar o tema do porto marítimo do pintor flamengo Paul Bril, mas transformou numa evocação heróica o que era uma ilustração naturalista, celebrando a beleza da luz do sol, refletida no mar nos edifícios imaginários que emolduram a paisagem. O verdadeiro conteúdo é formado pela luz do sol que satura a amplidão de mar e céu, de certa forma capturada pelo cenário das construções do porto, para poder derramar-se até o primeiro plano nas cintilações das ondas e no brilho nas construções, navios e pessoas. Este poema épico atemporal de luz revela a beleza de um mundo construído de presente, passado e fantasia, ao mesmo tempo realidade e sonho.

A árvore de Claude é tão arranjada com o pincel que não conseguimos acompanhar sua estrutura como uma forma contínua. Sua pincelada fica solta, pendente no ar e na luz. Essas pinceladas, tão livres e espontâneas, não são dissecadas como nos estudos de uma árvore. São vistas como pontos de claro e escuro um ao lado do outro. São impressões genuínas de cor, traduzidas nesses pequenos traços moventes, rítmicos, que chamamos de pinceladas. A massa da árvore é quebrada e turvada por uma atmosfera e iluminação que volatizam parte da paisagem.

 
Pinturas:
1- O desembarque de Cleópatra em Tarsus (1642-3)
2- O porto de Sunrise (1674)
3- A expulsão de Hagar (1668)
4- Via imaginário de Tivoli (1642)
5- Ulisses retornando ao pai (1648)
6- Paisagem com o casamento de Isaac e Rebeca (1648)
7- O desembarque da Rainha de Sabá (1648)
8- Árvores


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Não é saudosismo... é memória

Em seu livro apologético pela causa acreana, Augusto Meira em Autonomia acreana (1913) escrevia: “Os acreanos são um povo de trabalho, beneméritos da pátria, estão longe n’um recanto de terras que conquistaram sem que os poderes públicos n’eles atentassem; querem atingir o mais justo dos ideais, cansados de empregar meios suasórios...”

Um dia, nossa luta foi pela incorporação do Acre ao Brasil, seguido pela busca de autonomia política. Conquistamos as duas. Hoje, nossa luta é pelo fortalecimento de nossa cultura e contra as mentes pequenas que atrasam o progresso dos povos da floresta.


Clic nas fotos para visualizar melhor!

Exército acreano em marcha 1902


Usina Elétrica de Sena Madureira (AC)


Usina central elétrica em Rio Branco (AC)


Uma fazenda em Tarauacá (AC)


Sede Social do Rio Branco F.C. em Rio Branco (AC)


Sede do Clube Municipal de Xapuri (AC)


Praça Vitoriano Freire em Sena Madureira (AC)


Posto de saúde de Brasiléia (AC)


Marco de fundação da cidade de Sena Madureira (AC)


Instituto Santa Juliana em Sena Madureira (AC)


Igreja Prelatícia de São Peregrino em Sena Madureira (AC)


Fazenda Avelino Leal, com bom pasto, gado Nellore e Holandês a 9 km de Tarauacá (AC)


Estação Radiotelegráfica de Sena Madureira (AC)


Casas de comércio no bairro de Penápolis (AC)


Cadeia pública e quartel de destacamento de Sena Madureira (AC)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ALMA ACREANA: Primeira peça teatral de José Potyguara

THEATRO MUNICIPAL

Sociedade Sportiva e Dramatica Tarauacaense

Quinta-feira, 26 de outubro de 1933

Sexta representação da burlêsca de costumes regionaes

 

Em tres actos

ALMA ACREANA

Da autoria do Dr. José Potyguara

 

Ornada com 19 números de musicas do Maestro Mozart Donizetti

 

                                     Veja mais no blog do Palazzo:

                               http://tarauacanoticias.blogspot.com