segunda-feira, 14 de agosto de 2017

WOODSTOK

Rogel Samuel


               À noite, no meu quarto, leio poema de James Hopkins. Ele é poeta premiado americano, autor do livro “eight pale women”, ganhou o prêmio “Word works”, da cidade de Washington, conferido por este organização literária. Hopkins é um rapaz jovem, bonito, com longos cabelos. Conheci-o em Walden, New York. Ele me pede que escreva sobre seu livro, que é muito bom.
                   Naquele dia fui a Woodstook.
                   Estive lá recentemente duas vezes.
            Na primeira vez chegamos ao anoitecer. Fomos diretos para o alto da montanha, onde nos esperava uma reunião. Quase não sentimos o lugar. Só sua atmosfera. Não da nostalgia, ou da memória do festival de música de 1969 – que não foi mesmo realizado lá – mas no ar havia algo daquele bom tempo dos hippies que fomos, dos cabelos compridos, das nossas sandálias, das nossas artes, das nossas almas puras.
          Sim, porque éramos uma geração de jovens de almas puras, amávamos a música, as fotos, as histórias, a natureza. Não vivíamos, acampávamos neste mundo. Fomos ali, em Woodstock, para reencontrar-nos. Woodstock não era uma cidadezinha nas montanhas, mas um lugar no nosso coração. Vi, logo que cheguei, que não tínhamos ficado velhos, que ainda estávamos no jogo da vida, que ainda amávamos nossa jornada.
                Na segunda vez fui mais cedo, na hora do almoço, a Woodstook.
            Almoçamos em pequeno restaurante onde, à noite, havia música. Os dois garçons, jovens e andróginos, já eram de outra era. A cozinha excelente. Depois, com minhas duas amigas americanas, “fomos às compras”. Woodstok agora é um grande shopping. Particularmente, nada vi interessante. Mas gosto de shopping. O melhor foram as lojas de artigos orientais. Principalmente uma, chamada “Dharmaware”. Mas tudo muito caro, para nós, brasileiros. Entro num sebo. Nada vi, que me entusiasmasse. Um rapaz, na rua, tenta-me desesperadamente vender duas fitas cassetes usadas por dois dólares. Ele tem ansiedade nos olhos, tem pressa. Arrependo-me de não ter comprado, ainda que desconfie por que ou de que ele precisa, ou por isso mesmo.
            Num supermercado comprei uma caneta, que tenho usado até hoje. É um modelo antigo, de aço inoxidável. Gosto de canetas, já tive uma boa coleção. A maioria de pena. Mas hoje só consigo escrever no computador.
            Faz calor, em Woodstock. Sinto-me cansado, desanimado. Estou perdendo o interesse, o gosto pelas coisas. Woodstock sem o clima místico de paz, de amor dos anos sessenta. Estamos na era Bush. “Os nossos ídolos morreram de overdose”. Já não somos os mesmos.
            À noite, no meu quarto, leio um poema de James Hopkins. O poema diz, mais ou menos assim, que traduzo: “trate \ os fantasmas \ do quase-passado \ com um pouco mais de respeito  -- \ aquelas vaporosas  pistas que derivam dos parques \ aproveitam as ruas \ em segredo. \ o tremor \ apenas \ no vértice \ da escuridão \ quando o vermelho \  escorreu do céu. \ a sombra que pisca \ no canto de seu olho \ antes da noite \  engolir \ a lua”.

            Fecho o livro, a luz da cabeceira. Fecho os olhos. Adormeço. Rondam os fantasmas da noite.


Acesse outros textos de Rogel Samuel:
http://literaturarogelsamuel.blogspot.com.br/ 

domingo, 13 de agosto de 2017

CANÇÃO DO EXÍLIO

Murilo Mendes (1901-1975)


Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam  gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
os sargentos do exército são monistas, cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.
Eu morro sufocado
em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil-réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade! 


MENDES, Murilo. Os Melhores Poemas de Murilo Mendes. Seleção Luciana Stegagno Picchio. São Paulo: Global, 1994. p.17

sábado, 12 de agosto de 2017

COM A LUA

Guilherme de Almeida (1890-1969)


Para os poetas és tudo: – és Salomé dos sete
véus; és gôndola, alfanje, hóstia, tulipa, anzol;
cabeça de Yokanaan ou Pierrot de Willette...
Para mim, és somente a saudade do sol!

Quando passa no céu a caravana suja,
sonâmbula e infeliz das nuvens cor de spleen;
quando a insônia amarela abre o olhar de coruja
e fica fixamente olhando para mim;

mil e uma  vezes eu te chamo, ó desolada!
E, talvez sem sentir ou sem querer talvez,
mil e uma noites, vens, minha Scheherazada,
contar-me entre divãs de névoa: – Era uma vez....

Lua, eu te amo porque és noturna como tudo,
tudo aquilo que eu tinha o costume de amar
e que ficava além do meu quarto de estudo:
a música... a neblina... os amigos... o bar...

Eu te amo porque és boêmia e porque és inconstante,
porque mudas de forma, e de nome, e de amor,
como as mulheres que eu amei por um instante,
quando eu era um rapaz ingênuo e sonhador...

Eu te amo porque és boa, eu te amo porque és bela!
Quando escrevo, de noite, uma estrofe qualquer,
tu sobes devagar e espias da janela:
e eu ponho no meu verso um nome de mulher.

Eu te amo porque sei que é no teu disco que há de
encontrar meu olhar o triste olhar irmão
dos que vivem de amor e morrem de saudade,
Nossa Senhora Azul da minha devoção! 


ALMEIDA, Guilherme de. Encantamento, Acaso, Você: seguidos dos haicais completos. Campinas: Unicamp, 2002. p.76-77



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

SAUDADE DA MINHA CASINHA QUERIDA

Gilberto de A. Saavedra – Rio de Janeiro



Oh! Minha casinha querida
Tão pequenina,
Como eu gosto de você.

Ah! Se você pudesse
me entender e saber,
O quanto você
Foi o meu esteio para viver.

Mas você não pode falar,
Fica aí só calada...
Mas você pode me escutar,
O que eu tenho para lhe dizer...

Não precisa chorar!
Infelizmente,
Eu vou ter que partir!
Mas, levarei muita saudade de ti.

Não vou te abandonar completamente,
São muitos anos de coexistência
E este sentimento de bem estar
Não pode morrer assim.

Pois aqui dentro do meu coração
Terá sempre um lugarzinho reservado
Bem quentinho para você,
Relembrando nossa harmonia.

Quero te agradecer
Pela hospitalidade,
Bem aconchegante
Que você me deu.

Dos dias maravilhosos,
Que aqui usufruí
E da felicidade plena,
Que você me proporcionou.

De está sempre desfrutando
Desse paraíso natural
E afrodisíaco
Que fica em sua volta.

Da mãe natureza
Com toda a sua magnificência;
Da simplicidade e da paz
Em torno de seu reino.

Do aroma do seu assoalho,
Fresquinho de paxiúba e arejado.
Da chapa quente do fogão à lenha
Que tanto saciou a minha fome.

Oh! Minha casinha querida
Como eu gosto de você
não fique triste...
Vou te revelar um segredo:

A qualquer momento   
Baterá em tua porta um novo morador.
E que também vai se acomodar,
E fazer novamente você, muito feliz!

Oh! Minha casinha querida
Tão pequenina,
Jamais te esquecerei.

2015

terça-feira, 1 de agosto de 2017

CANIÇO, SAMBURÁ, PESCADOS E UMA ONÇA NO MEIO DA PESCARIA NO IGARAPÉ SÃO FRANCISCO, EM RIO BRANCO, ACRE

Gilberto A. Saavedra – Rio de Janeiro


Homenagem póstuma a dois grandes amigos de minha família: o Delegado Dr. Manoel Ribeiro (Sargento da Guarda do ex-Território Federal do Acre). Ele foi esposo da Jornalista Maria Otacília Ribeiro;
E ao funcionário público, muito querido por todos conhecidíssimo como (vulgo), ‘Gato’, por estar sempre de bom humor.


Foi caminhando pelas inesquecíveis e belas praias às margens do rio Tarauacá, recolhendo com uma latinha de banha vazia, ‘piabinhas’ (depois bem fritinhas, crocantes e farofa bem quentinha era só saborear), que eram jogadas nas areias pelo banzeiro das águas, que eu comecei a me interessar pela pescaria.

Tarauacá era uma cidade pequena e quase todos se conheciam. O Prefeito Municipal era o Sr. Arnaldo Farias.

Eu era um menino, ativo. Gostava de participar das peladas de futebol mirim; soltar pipa (o mesmo que papagaio de linha) e de me aventurar, nas pescarias realizadas nos açudes e poções próximos de casa; mais à frente já adolescente, também em igarapés e até de canoa no rio Acre.

Já nesse novo período, eu pescava com, além de caniço, de espinhel e de tarrafa.

Mas, foi na cidade de Tarauacá em 1953/4, em companhia de um amigo da família, que eu participei pela primeira vez de uma pescaria.

Nesse dia, essa atividade foi realizada só com ‘boias’, por ser o ambiente, um ‘lago’ (sem correnteza), lugar propício para esse tipo de pescaria por possuir águas paradas.

Boia = Equipamento de pesca para ser usado em águas paradas (sem correntezas). Objeto de plástico, madeira ou cortiça (que flutua na água) atado a uma linha de pescar para evitar que o anzol desça ao fundo do leito.

Na época, a referida grande extensão de água, pertencia aos ‘Higino’, família tradicional de Tarauacá.

Por ser ainda um menino, fazia só companhias aos adultos (meus parentes). Ia apenas como passeio e divertimento.

Porém, de dentro da canoa, eu ajudava a jogar o material de pesca (as boias) na água.

Enquanto isso, o meu parceiro de pescaria (já adulto), direcionava no remo a leve embarcação, aos pontos das boias.

Se fisgava muitas arraias. Mas Ele devolvia-as à água, quando elas ainda estavam com vida, sem levar ferroadas.

Nesse mesmo lago, os profissionais locais de pesca com arpões, capturavam os fortes Pirarucus.

Era uma luta colossal e feroz, entre o homem e o animal pela sua sobrevivência. Um momento fantástico.

Mas foi, aproximadamente, de 12 aos 13 anos de idade já em Rio Branco, o tempo em que eu mais participei de pescarias em minha vida.

Minha predileção era o igarapé São Francisco. Meu ponto fixo era bem próximo ao quartel do Exército (antiga 4ª Cia de Fronteira); não me afastava muito (não saia dalí).

Tinha um pouco de medo, do que pudesse me acontecer.

Falavam vários boatos (disse me disse de boca em boca), sobre visagem (fantasma ou assombração), cobra grande ou mapinguari.

Às vezes, eu ia sozinho mesmo, sem autorização, às escondidas de minha mãe e também de meu pai.

Mas, na maioria das vezes, eu ia sempre acompanhado em conjunto com outros amigos, especialmente, quando era de espinhel, tarrafa ou à noitinha nas águas das olarias em busca de traíras.

Gostava de levar comigo para me alimentar, uma boa farofa de carne seca (a famosa e gostosa jabá ou charque); aipim cozido (macaxeira); bananas e água.

Meu pai, não era de acordo com esse meu hobby e muitas vezes me proibia de pescar.

Ele era rígido em alguns pontos. Não permitia ler muitos gibis, jogar futebol e por precaução de segurança nem pescar. Mas, às vezes, eu desobedecia essa regra citada.

A maioria das minhas pescarias foram realizadas quando ele (meu pai) estava fora de Rio Branco; ele convivia mais em Tarauacá, cuidando dos seus negócios particulares.

Eu sempre trazia pescados de minhas pescarias. Gostava de um Cará (Acará) na farofa ou um cozido de mandi.

Impressionante é que, em minha rua, moravam os dois maiores pescadores do bairro: O Gato (funcionário público), gente boa, e o seu parceiro de pescaria, o Sargento Dr. Manoel Ribeiro (militar) da antiga Guarda do ex-Território do Acre.

Os dois sempre estavam juntos nas pescarias; uma dupla que ficou famosa nas redondezas, por trazer sempre no retorno das pescarias muitos peixes.

A dupla de pescadores mantinha segredos sobre o local de suas façanhas no caniço.

Todos queriam saber o local de tanto pescados em abundância. Eu me incluía (era um), entre os curiosos, doido para descobrir o lugar da piracema.

O Dr. Manoel Ribeiro, era um dos nossos vizinhos (ao lado da casa de minha família).

Era amigo da família desde o tempo de Tarauacá, e ex-colega de meu pai da primeira turma da faculdade de Direito; o Gato era conhecido dos meus pais e também morava perto de nossa residência, uns 100 metros de distância.

Meu maior desejo era um dia conseguir ir pescar com essa famosa dupla de pescaria.

Às vezes, sonhava pescando com eles. Porém, como realizar essa proeza, pois era apenas um menino.

Eu sabia que o meu pai, gostava muito de pescados; ele adorava esse tipo de alimentação. Pirarucu, Tambaqui, Pacu, Dourado, piau, mandi, traíra e também aqueles peixes secos que eram vendidos no mercado Municipal e mercearias adjacentes. (Diziam até, que se comessem muitos deles, morriam de uma enfermidade incurável).

Num belo dia ele (o meu pai), chegou de Tarauacá de surpresa em casa, e encontrou na cozinha de casa uma bacia cheia de peixes e foi logo exclamando!

[Meu pai] – Que maravilha! Quantos peixes!...

[Minha mãe] – Foi o Gilberto que pescou!

[Meu pai] – Foi, hein?

[Minha mãe] – Foi! Mas não vai brigar com o menino, ok?

[Meu pai] – claro que não! Ele é um bom pescador! Hummm!...

A partir dessa pescaria, meu pai não se importou mais, deixando de me proibir de pescar. Dissera que eu já estava grandinho.

Ele, tomando conhecimento do meu desejo, de querer um dia, pescar com essa dupla de pescarias famosas, meu pai, resolvera falar com o Dr. Manoel, solicitando ao amigo que um dia me levasse, “era o meu desejo de acompanhá-los numa pescaria”, disse o meu pai para ele.

Prontamente o Dr. Manoel Ribeiro atendeu o pedido do amigo (meu pai), e marcou que, já na próxima pescaria eu iria com eles.

Eu fiquei feliz da vida e me preparei do jeito como eles iam (no vestuário) à pescaria.

No dia marcado, cedinho, antes do dia clarear, lá estava eu já pronto para partir: caniço (vara de pescar) na mão; uma bolsa de pano à tira colo com uma lata cheia de farofa de carne seca (a famoso jabá), bananas, água e o samburá (o cesto para colocar os pescados).

Ficamos aguardando o Gato aparecer.

Quando ele chegou foi logo perguntando!

[Gato] – O que o menino faz aqui tão cedo?

[Dr. Ribeiro] – Ele vai conosco!

[Gato] – Conosco?

[Dr. Ribeiro] – Sim, é filho do nosso amigo e vizinho, o Professor Levy Saavedra!

O Gato ficou com uma cara (de pouco amigo) de quem não gostou da ideia de levar um garoto para um lugar hostil, mas acatou (acabou concordando), essa situação inusitada, de levar com eles, um moleque para suas cobiçadas pescarias.

Partimos para o igarapé São Francisco. Foi um estirão longo.

Depois de mais de duas horas de caminhada e igarapé (adentro), finalmente, chegamos aos primeiros locais da famosa pescaria.

Eles sabiam de tudo em relação à pesca: a melhor hora de se pescar; uma boa isca; e um bom ponto de fisgar mais peixes.

O lugar era inóspito; um local impróprio para um menino; muita lama (barranco escorregadio), mata cerrada e muitos mosquitos.

Mas fui bem protegido usando um vestuário igual ao da dupla: camisa de mangas compridas, calça e chapéu de palha.

A pescaria ia bem. Eu sempre ficava um pouco próximo de um dos dois. Almoçamos e tiramos uns minutos para o descanso.

Já, lá pela tardinha, depois de muitos deslocamentos (de vez em quando), em busca de pescados; uma trajetória de mais de um quilômetro, andando e sentando na beira do igarapé (eu já sentia uma exaustão), finalmente, o momento do retorno, com um excelente resultado de pescados, de mais uma boa pescaria, principalmente, de piaus e mandis, onde todos estavam satisfeitos.

Mas, antes da gente ir embora, do outro lado da margem do igarapé, o inesperado!

Um vulto começou a se mexer entre as folhagens, bem em frente de minha direção.

De repente, ‘meu Senhor’, sai de dentro das moitas (do mato), silenciosamente, uma baita de uma onça-pintada para beber água; o animal fica de frente para mim, mas não percebe a minha presença, pois estou no meio das folhagens.

Eu fiquei com tanto medo, (com um cagaço) que não mexia nem um olho; fiquei imóvel, mas em minhas mãos o caniço, tremia mais do que vara verde.

A fera começou a se deslocar de barranco abaixo em direção ao igarapé para saciar sua sede.

O Dr. Ribeiro estava um pouco mais afastado, por isso não notou o momento da chegada do animal; o Gato bem mais próximo de mim, já tinha também percebido (como eu) à distância, o selvagem quadrúpede.

O animal começou a beber à água e eu me tremendo ainda mais.

De repente, ‘seu menino’, o Gato (o homem pescador), no intuito de assustar (de surpresa) o animal, deu um tremendo grito (um berro), digo um miau ou um esturro como de um tigre!

A onça também se assusta! Salta de lado, também esturra forte, e numa velocidade incrível (com medo), escafedeu-se!

Eu, que estava em cima de pequenos e finos galhos próximo à água, com o medo que tomei ao ver o feroz animal, e logo em seguida os gritos do Gato e o forte esturro do bicho, me desequilibrei dos galhos e caí acidentalmente dentro do igarapé, no mesmo instante em que o animal fugia.

O Dr. Ribeiro ao notar eu caindo, correu em minha direção de arma em punho (tinha porte de arma, ele era militar), para me socorrer, pois nesse tronco do igarapé havia uma pequena correnteza de águas.

Porquanto, tudo sanado (já nadava desde os 5 anos de idade), tudo salvo! Mas, eu, todo molhado, igual a um pinto calçudo. O importante é que não aconteceu nada de grave, graças ao grito de guerra do amigo Gato.

Porém, ele o Gato, após o episódio, caiu em gargalhadas.

Eu e o Dr. Ribeiro também caímos em gargalhadas. O Gato veio rindo (gozando de mim) até chegarmos a nossa casa.

Depois desse incidente inusitado, ele o (Gato) sempre que passava em frente de minha casa, exclamava!

[Gato] – Gilberto Saavedra! Amanhã tem pescaria novamente. Vamos?

(Eu) – Fui?...nunca mais! Jamais! Kkkkkkkk!

Depois dessa lição, me lembrei dos conselhos de meu pai.