segunda-feira, 28 de novembro de 2011

RIO BRANCO – UMA DOCE CIDADE

José Augusto de Castro e Costa*
Pensei que a possibilidade
De rever minha cidade
Já estivesse lá pras bandas do nunca mais!!!

Seria demais!
Para ser franco,
Jamais rever Rio Branco
Seria mais um castigo a mais.

A sina revogou, no entanto:
Rodou à acreana
Pisou no tamanco...
E cá estou eu,
Trazendo comigo um montão de saudade!
Uma tremenda saudade
Que Rio Branco jamais havia visto,
Ou mesmo previsto
Que nos reveríamos de verdade.

Onde estão as catraias?
As cansadas catraias
A levar em seu bojo
Um cravo ligado nas saias
Das moças da terra...
Belezas das praias,
Das águas geladas.

Da doce Judia,
Ressacas curadas
Com encanto e alegria
E muita magia...
E bote magia!

E onde as serestas...
E onde as festas
E seus doces finais?
Um ortopedista a cantar
Um coelho galã a dançar...
Isto já não se vê mais!

Nem só viola ia à festa,
Mas pra fazer uma seresta
Na casa de algum fulano,
Ia Zé Paulo e o banjo, Crescencio no trombone,
O Deca no saxofone,
Ia até eu no piano!!!

Mas hoje a cidade é outra, está linda !
De cidade até tem mais pinta,
Não se anda mais a esmo.
Teu romantismo acabou
Minha querida Rio Branco.
A tua roupagem mudou,
Mas teu espírito é o mesmo.

***

*José Augusto de Castro e Costa reside em Brasília, e compôs esses versos impulsionado pelo seu primeiro reencontro, depois de mais de quatro décadas, com a cidade de Rio Branco, sua terra natal.
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