sexta-feira, 25 de setembro de 2015

CANTIGA, APENAS CANTIGA

Jorge Tufic


Louvo a Deus,
louvo a formiga,
cada coisa em seu lugar.
louvo a difícil cantiga,
Louvo a pedra,
louvo o mar.

Quem não louva a tudo isso,
quem não se enxerga
a louvar,
é mais bruto do que a pedra,
muito mais surdo
que o mar.

Louvar é dar sentimento.
Quem louva
a Deus se transfere,
nunca cessa de louvar:
louva o mundo que nos fere,
e ao tempo
que faz sarar.


TUFIC, Jorge. A insônia dos grilos: poesia. Fortaleza: Gráfica LCR, 1998. p.47
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