segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A BAHIA EM MIM

“Um dia faz muito tempo, muito tempo – achei que era imperativo fazer um poema sobre a Bahia, mãe de nós todos, amante crespa de nós todos. Mas eu nunca tinha visto, sentido, pisado, dormido, amado a Bahia”. Agora posso fazer meu poema, como sugere os versos de Drummond, já que por quase um ano vi, sentir, pisei, dormir e amei a Bahia.

À Bahia havia chegado dia 03 de fevereiro e aos 29 de novembro a deixava. Esse tempo passei na tranquila e bela Palmas de Monte Alto, cidade com pouco mais de 21 mil habitantes, aos pés da serra de mesmo nome, em pleno sertão, a sudoeste do Estado, próximo à divisa com Minas. Não fui cumprir apenas uma etapa da minha formação para o sacerdócio católico, mas porque sentia sede de está com o povo e do seu olhar, pois os olhos humanos revelam a beleza do coração e a pureza da fé.
JUVENTUDE: Estive em muitos momentos com a juventude, em diversas cidades e em variadas atividades. Assessorei tanto a juventude de Palmas de Monte Alto, quanto o Zonal 09 composto pela juventude das cidades de Malhada, Sebastião Laranjeiras e Iuiu, que integram a Diocese de Caetité.
PASTORAL DA JUVENTUDE: Na Diocese de Caetité, pude participar dos principais momentos da Pastoral da Juventude, como os encontros de formação e planejamento, e o Dia Nacional da Juventude, em fins de outubro em Caetité. Sou muito grato aos inúmeros amigo/as que aí fiz!
JUVENTUDE DO SERTÃO: Percorri inúmeras comunidades rurais e me encontrei com muitos jovens, para encontro de formação e partilha de saberes. Ora conscientizando-os, ora eles a me conscientizar.
O que vi e encontrei foi uma juventude motivada, procurando se organizar para melhor ocupar seu lugar na sociedade.
“Fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas”, é a impressão com que fico dos meus amigos jovens da Bahia.
A equipe com quem pude contar durante todo o ano: Leo, Vanessa, Sandro, Núbia, Ercília, Gilmar e esposa Vanessa, José aparecido (Cidinho) e Aline.
ESCOLAS: Também fui às escolas, aqui na Alarico Fraga.
COMUNIDADES RURAIS: estive em mais de 36 comunidades rurais, conhecendo e partilhando saberes. Ora a pé ou de moto, ora de charrete ou de carro. Tenho um fascínio e uma admiração tremenda pelos nossos líderes e animadore/as. Gente de profunda fé e muita sabedoria.
Aqui na casa do seu Élson, em uma das missões em que estive, em Caraíbas do Romão.
As famílias sempre me receberam com muita alegria. Gente simples, de um coração generoso e hospitaleiro.
Dona Anália e seu Francisco. Estive dois dias maravilhosos na casa deles em Lagoa de Canudo. Dona Anália é uma mulher de fibra, de profunda fé, uma santa dos nossos dias. Alguém que estará sempre presente em minha memória.
As mulheres estão à frente de nossas principais comunidades, animando e evangelizando.
Daria um livro, creio, fosse narrar meus dias na Bahia, as tantas pessoas que encontrei, os diversos amigo/as que fiz, as inúmeras cidades por onde passei, enfim... Minhas palavras são de gratidão por tudo o que os baianos me proporcionaram. Uma experiência bela, porque inesquecível. Inesquecível, porque verdadeira! Fica meu abraço e meu amor ao povo baiano. E faço das palavras de Drummond as minhas:
A Bahia ficou sendo para mim
poema natural
respirável
bebível
comível
sem necessidade de fonemas.
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