quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

FICÇÕES DO CICLO DA BORRACHA

"Tem-se, então, a figura de uma pirâmide que pode ilustrar as relações econômicas estabelecidas entre casas bancárias, casas aviadoras, seringalistas e seringueiros, estes últimos eram os que menos recebiam por sua força de trabalho, sustentáculo para a produção da mais-valia de capitais ingleses e norte-americanos. Esse é um dos pontos de partida de Lucilene Gomes Lima, no seu livro Ficções do ciclo da borracha: A selva, Beiradão e O amante das Amazonas, ao selecionar e analisar essas obras que considera exemplares para abordar o referido período econômico. Um outro tópico dissertativo ateve-se à experiência de cada autor selecionado, direta ou indiretamente, ao mundo do seringal. Nessa garimpagem, entram obras de menor valor estético ou com mais densidade narrativa, as quais são rapidamente examinadas ou recebem um tratamento mais alentado, estratégia que permitirá o confronto, a comparação, a justificação da escolha de A selva, do português Ferreira de Castro; Beiradão, do humaitaense Álvaro Maia, e O amante das Amazonas, do manauense Rogel Samuel."

Neide Gondim
in apresentação de Ficções do Ciclo da Borracha

Agradeço ao amigo Rogel Samuel a gentileza do presente. Sem dúvida, será bem desfrutado. E enriquecerá a minha pequena biblioteca de temas amazônicos, para meus futuros estudos literários.
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