terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

DOIS POEMAS À DJALMA BATISTA

Djalma Batista
Foto: Gilma Limongi Batista, 
em sua página facebook
Homenagem ao Centenário do médico, escritor e cientista DJALMA BATISTA, nascido na cidade de Tarauacá, no Estado Acre (1916/2016), pelos seus relevantes trabalhos em prol da nossa Amazônia.

Em 1929, mudou-se para Manaus onde fez uma magnífica carreira. Na imprensa local, colaborou para vários jornais; presidiu a Academia Amazonense de Letras, foi vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura (1968/1972) e diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). 

Em homenagem à sua memória uma importante avenida em Manaus leva o seu nome e a Escola Estadual Professor Djalma Batista. É pai do cineasta Djalma Limongi Batista. 

Publicou as seguintes obras:
O Complexo da Amazônia
Paludismo na Amazônia
Codajás – Comunidades amazônicas
Letras da Amazônia
Da Habitabilidade da Amazônia.


LÁGRIMAS AMAZÔNIDAS DE MISERICÓRDIA 
Gilberto A. Saavedra 

Um pedido de misericórdia, pelo ato do grande suplício da ‘Mãe Natureza’, que chora copiosamente em chão de lágrimas derramadas, em labaredas incendiárias vorazes, que queimam um gigante esverdeado.
Chamas da ganância
Chamas da cobiça
Chamas da destruição

Lenhas retorcidas de dores
Queimadas, numa lenta e agonizante morte
Numa inquisição de crueldade eterna
Como se ela, a ‘mãe das raízes’
Estivesse num soluço profundo
Invocando os seus murmúrios de agonia
Em assobios em ventos uivantes
Que suplica clemências aos céus
Para que sangre com sua flecha prateada
O algoz humano sem perdão
Sucumbindo-o ao fogo do inferno
E às suas frias e escuras trevas.


DJALMA BATISTA 
Isac de Melo 

Em mil novecentos e dezesseis
Em Tarauacá nasce o humanista
Ilustre Djalma da Cunha Batista
Escritor acreano de grande altivez
Cursou medicina e por sua vez
Brindou a Amazônia com dedicação
Saúde, cultura, melhor condição
Em prol dos valores sócio-culturais
E em setenta e nove descansou em paz
deixando-nos frutos da sua visão
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