domingo, 1 de abril de 2012

HOJE DE ALMA ACREANA NA MÃO

Jairo Nolasco
Jurubeba Juruaensis
Cansado desta patusca sobre polítiqueiras já me preparava para curtir meu final de semana na calmaria de minha Ipapeconha, quando o carteiro chegou e o meu nome gritou com um pacote nas mãos - hoje, entrega-se tudo menos cartas.

Deixemos de frescuragens!

Na verdade os Correios entregaram já faz dois dias. Só hoje é que aqui em casa lembraram de me passar a bola.

Fiquei muito satisfeito em receber o livro por camaradagem do seu autor, o tarauacaense do seringal Sumaré, Isaac Melo, que escreve o blog ALMA ACREANA , direto de Belo Horizonte/ MG.

Irei ler, com calma, deitado em minha rede à margem de qualquer igarapé que banha Ipapeconha para melhor ouvir "o estalar do papel no toque dos dedos (p.7)".

Ainda assim já adiantei a leitura do capítulo que narra um pouco sobre a história do alagoano Craveiro Costa, que marcou presença aqui em Cruzeiro do Sul, notadamente na área educacional.

Aí já começou bater a curiosidade: onde se localizava, na cidade, o Liceu "Afonso Pena" do qual o autonomista Craveiro Costa foi nomeado diretor em 1907?

E em qual morro da cidade (seria o da Glória?) o professor, literato e jornalista morou durante muito anos?

A cada vez que tomo conhecimento sobre os principais personagens dos primórdios da civilização nacional aqui no Juruá, percebo o quanto eram intrigantes.

Eu não procuro herois. À teia do social e do histórico ninguém escapa ileso, se for homem humano. Não devemos julgá-los pela ótica de nosso tempo. Eles foram gente com pecados e acertos lá no seu tempo e espaço.

De alguns os bons feitos ficaram.

Entretanto, uma coisa eu estou comprovando cada vez mais: já fomos melhores em termos de qualidade em nossos dirigentes políticos e intelectuais.

Hodierno, as antas prevalecem por aqui e estão cada vez mais abastardas. E seus maiores feitos? A iniquidade consciente!

Mas deixemos essas tranqueiras pra lá. Cansei.

Ipapeconha, meu paraíso, aí vou eu!

E quanto a você meu caro Isaac, se o seu livro "é singelo e simples como a água do nosso Juruá", deve como tal ser caudaloso a nos levar a conhecer um pouco dessa Alma Acreana dividida em cada curva de nossos rios , meandros.

Aí a gente vai juntando, vai.

Obrigado pelo fraterno. Saiba que é reciproco.

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Nota: Tudo que a gente escreve, mesmo sem grandes pretensões e recursos, como o Alma Acreana, é sempre gratificante e enriquecedor o diálogo que surge a partir de quem nos lê. Agradeço aos amigos que receberam tão singelo trabalho e partilham suas impressões, abrem outras portas, outras possibilidades. Quanto ao Jairo é um sábio nato, uma inteligência arguta do nosso Juruá. // Já está quase pronta uma nova edição para a venda na internet.
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