segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

FRANCISCO MANGABEIRA: UM POETA BAIANO NA REVOLUÇÃO ACREANA - Isaac Melo

“É um dever sacrossanto manter vivas no pensamento figuras do porte de Francisco Mangabeira que, pelo seu talento, sua bravura, seus relevantes serviços prestados ao Brasil, deixou de se pertencer para pertencer ao mundo!”
Jorge Kalume


O paquete São Salvador havia deixado o porto de Manaus na manhã de 22 de janeiro de 1904. Em um de seus camarotes, o de número 40, estava instalado um jovem médico de apenas vinte cinco anos. No corpo agonizava as dores do impaludismo e no peito, a saudade de sua terra e de sua gente. Vez por outra perguntava ao enfermeiro permanente que o acompanhava ou a qualquer outra pessoa que o viesse visitar se já estava perto de sua terra natal. Certo dia, durante a viagem, algumas crianças se dirigiam ao camarote do jovem médico quando o encontraram de pé. Correram a chamar o enfermeiro. Este, ao chegar, indaga para onde ele ia. “Para o Acre!”, foi a resposta decidida, no delírio de uma febre.

Chegara o dia 27. Cinco dias depois do embarque em Manaus. O paquete já entrara em águas do Oceano Atlântico. Viajava a altura do Rio Gurupi, divisa natural entre os Estados do Pará e Maranhão. O sol dos trópicos a tudo abraçava e abrasava e acariciava com suas mãos fulgurantes. Porém, no camarote 40, ainda havia noite e havia frio. Uma flor emudecia em pleno viço. Naquela manhã acordara pensando em seu pai, em seus irmãos e irmãs. Sentira um aperto forte no coração. E tendo em mente os seus, exclamara condoídamente: “Como é que morre um poeta aos 25 anos!”. O coração bradava por vida, enquanto o corpo o negava. Recebera ainda algumas visitas. Quando a última o deixou agarrou-se a um ferro do leito, num último hino à vida, e murmurou: “Morro sem abraçar meu pai!”. Às duas horas da tarde desfalecia um dos mais festejados poetas, à época, e um dos grandes nomes da poesia do final do século XIX, cuja vida foi marcada pelo sonho e pela ousadia, pelo amor e pela aventura, sendo sua obra exaltada e comparada à de Castro Alves.

A vida. Francisco Cavalcante Mangabeira era o sétimo filho do casal Francisco Cavalcante Mangabeira, um farmacêutico alagoano, e Augusta Mangabeira. A Família Mangabeira até hoje é muito importante e tradicional no cenário político da Bahia e nacional: governadores, deputados, ministros são alguns exemplos que emergiram dela. Foi à rua Solar do Sodré, em Salvador, que viera à luz o pequeno Francisco, em 08 de fevereiro de 1879. Nessa mesma rua, sete dias antes, um dos maiores vates da poesia brasileira exalava o seu último suspiro, Castro Alves. Vidas diferentes, marcadas por uma mesma razão, a poesia. Francisco era uma criança recatada, dócil, sentimental, vivia a chorar, por isso fora apelidado de chorão pelos irmãos. Não havia completado ainda dez anos quando perdeu a mãe. Isso o marcou profundamente. Desde então ficara sob os cuidados permanentes de uma senhora, Sinhá Joaquina, ou Quinquinha como ele a chamava, contratada pelo pai, a quem o menino muito se afeiçoou e que exerceria grande importância em sua vida.

A escola. Foi no Colégio Marquês de Santa Cruz, aos seis anos de idade, a primeira vez que o menino fora a escola. Iniciava, assim, os primeiros contatos com os livros e outras pessoas que não fossem os seus irmãos. Imperava a pedagogia da palmatória, que dela, por seu comportamento recatado, livrou-se. A escola, depois da morte do administrador, um velho padre, fechara as portas. Fora então matriculado, juntamente com seus irmãos, no Colégio Malhado. O menino não gostara daí, um ambiente pertubador e bagunçado para uma alma quieta e solitária. O pai então matricula-os no Colégio Pedro II, onde ele alcança grandes progressos, porém, pouco depois tem que deixá-lo devido o agravamento da doença de sua mãe, que morreria pouco tempo depois. Ao retornar, conclui, no mesmo colégio, os três preparatórios principais. No ano seguinte, 1889, ingressa no Liceu Provincial, para finalmente concluir as matérias fundamentais no Instituto Oficial de Ensino Secundário. É quando integra o Grêmio Evolução, sendo um dos mais jovens integrantes do grupo. Aí começa o pendor do jovem para poesia. Está com quartoze anos.

A Medicina. 1894. Aos quinze anos Francisco matricula-se, por livre vontade, na tradicional Escola de Medicina da Bahia, fato que causou surpresa, sobretudo, a seus familiares. O primeiro ano fora entediante e difícil para alguém que estava destinado a cuidar do males da alma, não do corpo. Dedicara-se apaixonadamente à literatura, enquanto nem sequer pegara em um livro específico de seu curso. O pai ficara muito chateado com o desleixo do rapaz e a ele advertia que com versos não se ia ao açougue. Quer desistir. Então, o velho Mangabeira obriga-o a fazer os exames finais. É aprovado. No ano seguinte, no entanto, é reprovado. Todavia, é o ano em que começa a projetar-se e a ganhar fama de poeta, depois que o crítico e escritor riograndense, Múcio Teixeira, publica alguns entusiásticos artigos, na Bahia e no Rio de Janeiro, apresentando-o aos leitores como “um novo poeta baiano”. Das angústias desse ano surgirá a obra-prima do poeta.


Francisco Mangabeira
 à época em que partiu
para Canudos.

Canudos. Corria o ano de 1897 e desde o ano anterior, Antônio Conselheiro liderava um gupo de devotos sertanejos em defesa de seu arraial, a repulsar as forças do governo republicano, a quem eram contrários. Fora outra surpresa para a família Mangabeira quando receberam a notícia de que o jovem poeta, juntamente com seu irmão, estava pronto para partir com destino a Canudos, o que, de fato, ocorrera no dia 27 de julho de 1897. Cursava, então, o terceiro ano de medicina, e partira com um grupo formado por 24 estudantes, a integrar a famosa Brigada Girard, comandada pelo General Artur Oscar, para servir nos hospitais de sangue. As crueldades de Canudos marcaram profundamente o jovem poeta e médico. Fora uma guerra de irmãos contra irmãos, em que imperou a brutalidade do governo federal, republicano e sanguinário.

Dessa experiência surgirá um dos mais belos textos em versos, senão o mais, acerca de Canudos, o equivalente ao que foi o de Euclides para a prosa. Aliás, Francisco Mangabeira, em campo de batalha, se encontrara com Euclides da Cunha e fora o primeiro a reconhecer seu mérito literário incomparável, e a vaticinar o futuro glorioso de "Os Sertões", cinco anos antes de sua publicação, ao comentar acerca de um de seus poemas: “O assalto à artilharia é uma espécie de tradução para o verso de uma belíssima carta que o Dr. Euclides da Cunha escreveu de Canudos para o Estado de São Paulo, onde este meu saudoso amigo derramou tanta luz em belíssimas e magistrais correspondências, que, publicadas em livro, lhe garantiriam um triunfo literário”. O arraial de Canudos fora destruído. Tornara-se um amontoado de pedras e de cadáveres. Em 23 de outubro, três meses depois da partida, retornava o poeta trazendo no peito a repulsa da guerra e na cabeça os versos de a Tragédia Épica. Canudos fizera o poeta rever seu compromisso com os estudos. Tornara-se dedicado e, assim, em 18 de dezembro de 1900, defendendo a tese “Impedimentos de casamento relativos ao parentesco” fora aprovado e diplomado em medicina.

A profissão. Recém formado o poeta-médico precisava dá um norte a sua vida. Dirigiu-se então para o Maranhão no dia 16 de Março de 1901, onde fora contratado para trabalhar como médico da Companhia Maranhense de Navegação, que realizava o trajeto entre Bahia e São Luis. Mas aí permanecera pouco tempo. O Rio Amazonas o fascinara, embora tivesse lhe causado certa desilusão quando, pela primeira vez, estivera, por oito dias, viajando pelo rio mar. O Amazonas, a pátria das águas, o seduzira como se tivesse ouvido o canto irresistível das iaras. E para o Amazonas partira. Aí é contratado pelo governo amazonense para servir em comissões de saúde pelo interior, a percorrer “todo aquele mundo de rios, de florestas sem fim, exercendo a sua profissão em comissões pelos rios Negro, Juruá, Javari, Madeira, Purus...”. Porém, apegado que era ao pai, aos irmãos e irmãs, a saudade novamente viera abrigar-se em seu peito. Não resistiu aos apelos. E assim retornara à Bahia, ao aconchego dos seus, ao findar de dezembro de 1902.

O Acre e a Revolução. Algo inquietava o poeta, mesmo estando em meio ao aconchego de seus familiares e de sua terra. Quando estivera em Manaus ouvira falar muitas vezes dos acreanos e sua revolução. Um de seus amigos, Xavier Marques, narra que cotidianamente o poeta subia à sala do jornal Diário de Notícias e passava horas a falar dos acreanos e do extraordinário de seus feitos. Comentara o poeta, em carta, assim a um amigo: “Nada posso afirmar de novo sobre o Acre, enquanto para lá não partir! O que ainda não fiz por falta de vapores”. Como alguém que nunca estivera em meio aos acreanos poderia a eles se afeiçoar com tal devotamento? Francisco Mangabeira sentira o drama dos acreanos e vira nisso a oportunidade de oferecer seus serviços. Fora o jeito que encontrara para amá-los. O sobrinho biógrafo, Paulo Mangabeira-Albernaz, diz acerca do sonho de seu tio: “Nada o conseguira prender: nem a saudade inexpremível, nem o amor imensurável à terra do berço, nem a própria felicidade! O apelo do Acre vencera tudo!” E assim parte o poeta para Manaus, em abril de 1903, com destino ao Acre.

Em Manaus, onde já era muito estimado, o poeta partilhara com seus amigos o sonho que acalentava de ir para o Acre. Os amigos não viram com bons olhos essa proposta. Imperava a máxima de que poucos sobreviviam ou retornavam do Acre: local de difícil acesso, isolado e empestado de doenças tropicais e, agora, em guerra. Tentaram dissuadi-lo por vários modos, inclusive, recorreram ao governador amazonense Silvério Nery, que oferecera a Francisco Mangabeira uma comissão na Europa. Porém, nada dissuadia o poeta de seu firme propósito. De modo que, no dia 28 de maio de 1903, no navio Amazonense, como médico do 40o. Batalhão de Infantaria, comandado pelo Coronel Valadares, partia ao encontro de seu bem amado, o Acre.

Francisco Mangabeira
como médico e secretário
da Revolução Acreana.
Durante o percurso tivera o primeiro contato com os bolivianos: chegara a encontrar 53 soldados e 9 oficiais, entre os quais o poderoso chefe da expedição Coronel Rosendo Rojas, figura altaneira, que retornavam à seu país, após a derrota de Volta da Empresa. Mais adiante, em 02 de junho, encontrará pela primeira vez o chefe da Revolução, Plácido de Castro, que descia à Manaus depois que o General Olímpio da Silveira havia destituído o exército acreano. Ficara impressionado com o caudilho: “E então, pareceu-me que, ao brilho de energia extraordinária e impressionadora de seu semblante, ele crescia, e seu capacete se tornava de bronze e seu peito se recobria de aço”.

As águas baixaram drasticamente e, à boca do Pauini, o Amazonense não pode seguir adiante. O poeta prosseguiu, então, em pequenas lanchas, em canoa a varejão e, por fim, a pé, em varadouros por entre a mata: “A viagem a pé, quando havia um guia, era suportável, mas às vezes, era feita sem um mateiro, e imaginem 40 homens no mato, seguindo um trilho que de repente se bifurca, e mais adiante dava numa estrada de seringueiro de onde partiam três ou quatro caminhos! Uma vez andamos oito horas perdidos no mato e, para aumentar a aflição, uma chuva torrencial desabou sobre nossas cabeças”. A viagem fora uma epopeia. Mas finalmente chegara ao seringal Empresa, onde estava acampado o 27 batalhão de infantaria. Era agosto de 1903.

Hino acreano. Em 21 de março de 1903, o governo brasileiro, por meio do grande diplomata Barão do Rio Branco, juntamente com o governo boliviano assinaram um acordo de modus vivendi. Os bolivianos já haviam se rendido ao exército de Plácido. Cessara a luta no fronte, a batalha agora era no campo da diplomacia. O Acre encontrava-se politicamente dividido em duas administrações: Meridional, sob o comando de Plácido de Castro, e Setentrional pelo governo militar de Cunha Matos. Por duas vezes, como assevera o historiador Leandro Tocantins, o Barão do Rio Branco sugeriu ao Governo de La Paz, e este concordou, a extensão do prazo do modus vivendi, de 21 de julho até 21 de outubro. A ansiedade tomava conta de todos. Qual seria afinal o resultado dessas discussões diplomáticas? Que acordo seria firmado?

Francisco Mangabeira em frente
à sua barraca no acampamento
Boa Fé.
Enquanto isso, Plácido de Castro organizava seu exército em pontos estratégicos do Acre Meridional, pronto para nova luta conforme o resultado das confabulações diplomáticas entre os dois países. No seringal Capatará estava assentado o quartel-general de Plácido. Ao fundo do barracão erguiam-se as barracas de lona, a alojar os soldados. Numa delas está Francisco Mangabeira. Desde que cessara os combates aí passara a atender os feridos da guerra e à população ribeirinha que o procurava. É nesse ambiente, impressionado pela natureza, pelo ideal de liberdade, pelos combates e pelo sentimento da terra que o jovem poeta comporá, em 05 de outubro de 1903, o magnífico poema que se tornará o Hino Acreano.

Aproximava-se o término do modus vivendi. O poeta encontrava-se, com a tropa, acampado em Boa Fé. Estavam irriquietos e decididos: ou o Acre seria do Brasil, ou recomeçaria a luta. A tropa, a 21 de outubro, fora reunida diante do mastro do qual pendia a bandeira acreana. Conta, em carta, Francisco Mangabeira: “A meio dia, pouco mais ou menos, reunida a oficialidade, resolve-se mandar imediatamente cem homens para o Gavião. Antes disso, porém, com uma cerimônia tocante, foi lido o Hino do Acre”. Pela voz do próprio poeta pela primeira vez o Hino Acreano percorria as matas e o coração daqueles caboclos titânicos, num misto de alegria e esperança. O resultado das confabulações diplomáticas e, consequentemente, a incorparação do Acre ao Brasil só veio um mês depois, a 17 de novembro, quando em Petrópolis, com a genialidade diplomática do Barão do Rio Branco, fora assinado o Tratado de Petrópolis. Mangabeira tentara o máximo permanecer em solo acreano depois do término da Revolução. Porém, caira gravemente enfermo, e fora levado nos braços, no último dia de dezembro de 1903, até a embarcação que o conduziria a Manaus, aí chegando dia 10 de janeiro de 1904. Findava o sonho acreano do poeta da mesma forma que se aproximava o seu fim.

O legado. Francisco Mangabeira fora um homem marcado pela ternura e pelo ideal, pela saudade e pela ação. O poeta de “Hostiário”, diz Dante Alighieri Vita, é da mesma linha de um Junqueira Freire, de um Castro Alves, de um Fagundes Varela e, em elevado grau, com o sentido heróico e idealista de um Byron. As primeiras poesias de Mangabeira datam de 1894, o menino poeta tem apenas quinze anos de idade. É o crítico e escritor Múcio Teixeira, como vimos, muito afamado à época, que por meio de uma série de artigos publicados no Diário de Notícias da Bahia, em 1896, e no Rio de Janeiro, em 1897, que o lançara como poeta de expressão nacional.

Em 1898 vem a lume “Hostiário”, o primeiro livro de Mangabeira a ser publicado, embora não tenha sido o primeiro a ser escrito, considerado a obra-prima do poeta. O livro fora muito bem acolhido pela crítica. Publica, no ano seguinte, no Diário da Bahia, uma série de crônicas intituladas “Matinais”. Da sua experiência em Canudos escreve, em 1900, “Tragédia Épica”, livro de beleza singular e o mais social de todos, composto por vinte poemas. É provável que nenhum livro, em verso, acerca do episódio de Canudos se iguale a esse. Da sua vivência no Amazonas e no Acre escreve uma série de cartas intituladas “Cartas do Amazonas”, em 1903, para o Diário de Notícias da Bahia. Há uma riqueza de detalhes muito grande nessas vinte cartas acerca da saga revolucionária, material muito importante para a historiografia amazônico-acreana. Em 1905 surge a obra-póstuma “Últimas Poesias” e, no ano seguinte, em Portugual, aparece o único livro em prosa do poeta “As Visões de Santa Teresa”. Mangabeira, nas palavras belíssimas e sintetizadoras de Alighieri Vita, fora um poeta espontâneo, natural, cantante como um arroio de água cristalina na hora do amanhecer, mas como a própria natureza humana, às vezes melancólico, contraditório, de alma complicada e de tonalidade indefinida, igual aos crepúsculos nublados, distantes.

O futuro. Assim se expressara Andrade Muricy, num julgamento merecido acerca do poeta: “Nenhum dentre os poetas do simbolismo brasileiro teve existência tão agitada e heróica. Aos 25 anos já vivera intensa e gloriosamente. Francisco Mangabeira foi, sem dúvida, um verdadeiro vates, e o poeta do Norte de mais alevantado e vigoroso estro, depois de Castro Alves”. Apesar dessas palavras encorajadoras, estará Francisco Mangabeira fadado ao desaparecimento em obras raras, em coleções particulares ou entregue às traças em bibliotecas públicas? O Brasil ainda olha indiferente a alguém que está à altura de um dos seus mais festejados poetas, Castro Alves. Há mais de um século desaparecera o homem, porém o poeta sobrevive e persistirá pelo tempo, enquanto o amor for a mola propulsora da vida e a humanidade cultivar ideais justos e bons pelos quais viver e lutar. Eis o testamento imorredouro de Francisco Mangabeira.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- ALBERNAZ, Paulo Mangabeira. Francisco Mangabeira: sonho e aventura. Campinas: Livraria M. Teixeira, s/d.
- DINIZ, Almachio. Francisco Mangabeira: creação e crítica. Rio de Janeiro: Typ. da Escola Profissional, 1929.
- KALUME, Jorge. Francisco Mangabeira: médico, poeta e herói. Brasília: Gráfica do Senado, 1981.
- TOCANTINS, Leandro. Formação Histórica do Acre II. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
- MURICY, Andrade. Panorama do Movimento Simbolista Brasileiro (vol. II). Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa Nacional, 1951.
- CASTRO, Genesco de. O Estado Independente do Acre e José Plácido de Castro: excerptos históricos. Rio de Janeiro: Typographia São Benedicto, 1930.

Nota: Fotos retiradas do Livro "Francisco Mangabeira: sonho e aventura" de Paulo Mangabeira-Albernaz. Campinas: Livraria M. Teixeira, s/d.
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