quarta-feira, 20 de março de 2013

FRANCISCO MANGABEIRA

Desde quando entrei em contato com a obra, ou melhor, com fragmentos da obra de FRANCISCO MANGABEIRA (1879-1904) percebi que não estava diante de um poeta qualquer. Começou então meu interesse por pesquisar não só a vida, mas a bibliografia do poeta. Nas bibliotecas nada encontrava. Toda a obra de Mangabeira estava relegada à condição de obra rara. Começou então a busca nos sebos (virtuais). Encontrei alguns raros exemplares, mas todos com preços muito caros para um menino de seringal sobrevivendo numa grande capital brasileira. Enfim veio, depois de mais de três anos, o volume que eu sonhava, intitulado “Poesias”, que reúne toda a obra poética de Francisco Mangabeira. O que era inacreditável: ao preço de bananas. O bom, neste caso, é que tem gente que vende livro como quem vende uma resma de papel.
Poesias, de Francisco Mangabeira, reunião de sua obra poética.
Algumas obras de Francisco Mangabeira, e bibliografias específicas sobre o poeta.
Ainda recente a Academia Brasileira de Letras republicou o livro “Tragédia Épica”, considerado pela crítica a obra-prima de Mangabeira. O que foi “Os Sertões”, de Euclides, para a prosa, foi “Tragédia Épica” para o verso. Aliás, foi Mangabeira o primeiro a vaticinar, dois anos antes, o futuro glorioso de “Os Sertões”. Suas obras são: Hostiário (1898); Tragédia Épica (1900); e, postumamente, Últimas poesias (1906); As visões de Santa Teresa (1906), único trabalho em prosa do poeta; e Poesias (s/d), reunindo a obra poética do autor, que faleceu aos vinte e cinco anos, depois de adoecer na região amazônica, para onde viera combater ao lado de Plácido de Castro na questão acreana. É também de sua autoria a letra do Hino Acreano.

Tragédia Épica (clique) e As visões de Santa Teresa (clique) estão disponíveis on-line.

No decorrer do tempo irei postar outras poesias.

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