Rogel Samuel

É um livro temático, fechado, que se pode
dizer tem começo, meio e fim. Não pode avaliar a poesia de Passos quem só ler
um poema. Seu tema é o homem, ou seja, a sociedade e suas questões religiosas e
humanas.
Foi publicado em 1952, e poucos anos depois
Passos foi meu professor de português no Ginásio de Aparecida. Era um homem
calmo e bom, bem me lembro, e morava na época perto da casa de minha avó, na
Rua Japurá, onde eu também vivi por alguns anos.
Lembro-me de ter ido à sua casa, não me
lembro por quê. E talvez foi lá que eu ganhei um exemplar do livro, que se
perdeu ao longo da vida como tantos. Eu já escrevia quando era adolescente, e
dirigi um jornal estudantil feito no mimeógrafo onde colaboravam colegas meus,
hoje famosos, como a tia de um hoje Senador pelo Amazonas, a esposa de um
Governador e Prefeito de Manaus, e a Ira Esteves, hoje em Los Angeles. Não
tenho nenhum exemplar, pois logo ganhamos espaço nos jornais de Manaus e
fundamos o Grupo Satírico Gregório de Matos.
O livro de Djalma Passos é muito bom. A
crítica atual da literatura amazonense não fala dele, menos o falecido Artur
Engrácio e o piauiense Assis Brasil. Como desconhecem o maior cronista do
Amazonas, Afonso de Carvalho. Mas não faz mal. Djalma Passos será lembrado como
um dos maiores poetas amazonenses.
Veja aqui o texto integral de AS VOZES
AMARGAS (1952).
Não deixe de acessar o farto material literário em:
http://historiadosamantes.blogspot.com.br/
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