quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

UM RIO SEM DIREÇÃO

Erlan Nogueira de Moura


No espaço vazio da mente habita a morte
A esperança em gotas transborda oceano
Tequilas de chumbo servidas num pote
Papagaios sem boca imitam o canto.

Fazendas desertas abrigam fantasma
O sonho da luz num teto preto
Corações de pedra mostram a cara
Enterro de santo já é desespero.

A lua minguante derruba uma estrela
Satélite humano controla a terra
Quintais divididos por uma bandeira
Prisão social da política desonesta.

Um céu de poesia que expressa o amor
Batismo de sangue num ritual de fé
Orquestra de anjos embriagados de dor
Aqui tem pouco índio e muito pajé.


ERLAN NOGUEIRA DE MOURA é natural de Cruzeiro do Sul-AC, reside em Rio Branco, onde cursa Arquitetura e Urbanismo.
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