Rogel Samuel

Schmidt morava num grande apartamento, quase
esquina de Av. Atlântica. Nasceu no Rio e morreu jovem no mesmo Rio de Janeiro
em 1906-1965, trabalhou na década de 1920, como balconista na Livraria
Garnier, no centro do Rio, foi caixeiro viajante de fabricante de aguardente e
álcool.
Em 1931 fundou a editora Schmidt, que
publicou obras importantes como Caetés, de Graciliano Ramos, e Casa Grande
& Senzala, de Gilberto Freyre.
Ele era um poeta perfeito, magnífico, como se
lê deste famoso:
Soneto
O desespero de perder-te um dia
Ou de vir a deixar-te neste mundo,
Habita o coração inquieto e triste
Enquanto a noite rola e o sono tarda.
Olho-te, e o teu mistério me penetra;
Sinto que estás vivendo o breve engano
Deste mundo, e que irás também, um dia,
Para onde foram essas de que vieste.
– Essas morenas e secretas musas,
Tuas avós, ciganas de olhos negros
Que te legaram tua graça triste.
Lembro que esfolharás na eterna noite
A rosa de teu corpo delicado,
E ouço a noite chorar como uma fonte.
SCHMIDT, Augusto Frederico. Antologia
Poética. Seleção de Waldir Ribeiro do Val. Introdução de Bernardo Gersen. Rio
de Janeiro: Leitura, 1962.
Eu já escrevi sobre a sua morte. Vou procurar
e contar outra vez.
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