domingo, 20 de dezembro de 2015

MEIO AMBIENTE

Isac de Melo

Vou falar de sustentabilidade
Esse nome que ouço vez em quando
Foi não foi a elite está falando
Que essa coisa faz bem pra humanidade
Se faz parte da biodiversidade
Quero que alguém me diga com clareza
Por enquanto está causando tristeza
Ouvir hipocrisias como estas
Destruindo as matas e florestas
Golpeamos de morte a natureza

Nosso planeta terra é um ser vivo
Bem o diga a hipótese de Gaia
Ser capaz de suster a sua praia
Alterar-se e manter-se bem ativo
Não pensemos em mantê-lo cativo
Ele deve ser tratado com nobreza
Preservá-lo põe o pão na nossa mesa
Sem o qual nossos lares não têm festas
Destruindo as matas e florestas
Golpeamos de morte a natureza

Essa tal poluição atmosférica
Causadora do aquecimento global
Eleva a temperatura mundial
Induzindo a fumar a terra esférica
Transformando-a em escala numérica
Contrastando quentura com frieza
No afã de ofuscar sua grandeza
Esse efeito reduz suas arestas
Destruindo as matas e florestas
Golpeamos de morte a natureza

Quando ocorre o degelo das calotas
Ocasiona um efeito dominó
Dificulta a dispersão do calor
Feito usina abrindo as comportas
Como flecha lançada não tem volta
É igual nadar contra a correnteza
Sem no entanto medir a profundeza
Não encontro palavras mais modestas
Destruindo as matas e florestas
Golpeamos de morte a natureza

A Europa tem sido castigada
Por um clima que jamais existiu
Os ciclones atingem o Brasil
No sudeste e no sul onde há geada
São o desmatamento e a queimada
Responsáveis pela indelicadeza
Nosso ar necessita de limpeza
Pra que tenhamos paz em nossas cestas
Destruindo as matas e florestas
Golpeamos de morte a natureza

Foi em meado de dois mil e oito
Que o mundo inteiro reuniu
Inclusive o líder do Brasil
No então protocolo de kyoto
Não deu certo nem este e nem outro
Porque quem mais polui mostrou frieza
Acabando a esperança da pobreza
Só Deus muda atitudes como estas
Destruindo as matas e florestas
Golpeamos de morte a natureza

O que vamos dizer aos nossos netos
Quando deles ficarmos frente a frente
E falar sobre o meio ambiente
Francamente e com os olhos bem abertos
Eles perguntarão sobre os desertos 
Que ferirão seus filhos com dureza
Qual será nosso senso de nobreza
Proferirmos palavras indigestas?
Destruindo as matas e florestas
Golpeamos de morte a natureza

Este bonde está fora dos trilhos
Não parou mas está descarrilado
À deriva num território ilhado
Somos sete bilhões de andarilhos
Num planeta onde um terço dos seus filhos
Vivem abaixo da linha da pobreza
Que só a morte tem como certeza
E ainda existe quem “cague” em nossas testas
Destruindo as matas e florestas
Golpeamos de morte a natureza 


ESTA POESIA FAZ PARTE DO LIVRO “CORDELÍCIAS”, JÁ A VENDA NAS BANCAS DE REVISTAS DE RIO BRANCO.
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