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segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

HÉLIO MELO: O Mapinguari (Os mistérios da mata)

O MAPINGUARI

Dizem que no início da exploração dos rios da Amazônia existia um monstro na floresta chamado Mapinguari.

Hoje, se tem essa história como lenda, mas os Índios Apurinãs falam que ele existiu.

Em 1874, os exploradores chegaram Boca do Acre pela primeira vez, havia um em índio velho chamado Camicuã que dizia ter matado um Mapinguari.

Contava ele, que este animal era grande, forte, tipo corpo humano, com um só olho no meio da testa. Seu couro era cascudo e suas unhas afiadas. Gritava como se fosse uma pessoa, e se alguém respondesse ele logo viria ao seu encontro.

O Mapinguari exalava um pixé tão forte que se a pessoa trepasse em uma árvore e não tivesse bem segura entre os galhos, caia embriagada com o mau cheiro.

Era encontrado nas terras firmes gerais, isto é, terras altas, com chapadas e grotiões. Porém, de vez em quando, dava uma busca nas margens dos rios causando terror aos índios. Para matar esse tipo de animal, estes corriam perigo de vida porque a flecha teria que acertar no olho ou no umbigo. Essa história é uma lenda, mas de repente ainda existe Mapinguari na floresta.

HISTÓRIA DE MAPINGUARI

Temos histórias de Mapinguari contadas por velhos seringueiros que nos deixam sem saber se devemos acreditar ou não.

Dizem que no baixo do Purus, um seringueiro saiu para cortar seringa e não votou.

No dia seguinte o seringalista reuniu várias pessoas a procura do dito seringueiro. Não encontraram nem vestígios. A tarde, quando vinham de volta, dois rapazes resolveram dar mais uma busca onde ainda não havia dado. Subiram numa terra alta e lá escutaram um grito longe. Pensando ser o seringueiro perdido, responderam e o grito veio se aproximando cada vez mais. Como acharam o grito um tanto estranho, calaram-se e logo subiram numa árvore.

Certo é que o Mapinguari passou bem perto deles levando os restos mortais do seringueiro. Cada grito do bicho, era uma dentada que dava no cadáver.
Quando o monstro já ia bem distante, eles desceram e deram no pé.


MELO, Hélio. Os mistérios da mata: do seringueiro para o seringueiro - 4ª Cartilha Popular. Rio Branco: AGEL, 1987. p. 5-9

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

A SECA DE 77

Hélio Melo (1926-2001)


Foi em 1877 que aconteceu a grande seca no nordeste que, até hoje, não deixa de ser lembrada.

Aos poucos, ela foi matando as plantas e as criações, de forma que os agricultores não encontraram outra saída a não ser reunirem as suas famílias e rumar em direção à cidade, em busca de sobrevivência.

As cidades ficaram lotadas de povos vindos dos arrabaldes.

Também na cidade, essa gente passou privação. A assistência dada pelo governo era trabalho, mas não para todos, pois era grande o número de pessoas desabrigadas.

Depois de algum tempo, voltou a chover. O povo, amedrontado com acontecido, recusava voltar para roça, pensando não só na perda das criações e plantações, mas também na perda de pai, parentes e irmãos. Nem todos pensaram assim; uma minoria voltou às suas cabanas.

Hoje, lembramos alguns fatos dessa época, aproveitando histórias de velhos nordestinos que, em tempos de criança, foram vítimas desse acontecimento.

Como exemplo, temos as histórias contadas por Angélica da Silva que, na época da seca, tinha 14 anos de idade. Seu pai, Joaquim Serra Grande, e sua mãe, Antônia Aprígio da Silva, morava na serra de Baturité no Ceará.

Dizia que, já é 1875, o povo, para conseguir água, tinha que andar de três a quatro horas de viagem. Roupa não se lavava, apodrecia no corpo. Também apareceu uma doença de nome “cola”, que dava disenteria e matava, em menos de 24 horas, os já enfraquecidos pela fome. O povo até andava com o nome escrito num papel, dentro do bolso, que era para que quando fosse encontrado morto se soubesse quem era.

Também tinha uma doença chamada “pele de lixo”. Quando a pessoa é atingida por ela, aos poucos ia largando a pele do corpo, e não havia cura, morria no maior sofrimento.

Nessa época, o remédio mais usado era o “específico”, que eles tomavam para curar todo tipo de doença. É bom saber que existiam vários tipos de “específicos”, os para crianças e adultos, os contra-venenos e para curar doenças.

Na pior seca, Angélica recebeu em casa a visita do seu padrinho, e ele lhe disse:

- Minha filha, procure sair o mais breve possível para a beira-mar, porque está morrendo muita gente de fome de sede.

Deu a ela, então, uma novilha e um saco de farinha para comer na viagem.

Aconteceu que na véspera da viagem, noite Joaquim Serra Grande pegou a carne quase todo deu no pé. Mas vocês não deram muita importância pois ela era muito ruim para família.

Também não desmancharam viagem, e foi assim que Angélica, sua mãe e seus irmãos menores, Tangino, Miguel e Joaquim, se despediram das cabanas e se mandaram, estrada a fora.

Da Serra de Baturité, onde Angélica morava, até chegar à beira-mar, tinha que andar mais de 10 dias a pé.

A água, arranjaram com os fazendeiros e, assim mesmo, era regrada.

Dizia a ela que fazia dó. Aqui e acolá, encontravam uma pessoa morta à beira da estrada e cachorros escavando raízes para saciar a fome.

Teve um dia que Angélica esmoreceu, com sede; seus irmãos deixaram tudo quanto levavam e saíram correndo estrada afora, à procura de água, a qual, por sorte, encontraram.

Angélica, ao tomar a água ainda passou mal, pois tomava o líquido e vomitava, sendo que só da terceira vez é que segurou a água no estômago.

A verdade é  que a Angélica escapou,  com todos os seus, e foram ter mão na cidade, enquanto Joaquim Serra Grande talvez tenha até morrido, pois ninguém mais deu notícia dele.

Na época da seca, o governo dava passagem para os que quisessem ir para a Amazônia, ou para qualquer outro lugar, pois era grande número de pessoas em busca da sobrevivência.

Angélica, que ficou no Ceará, presenciou todo o movimento da seca. Dizia a ela que, na cidade, só existia uma mulher solteira - a Maria Carlos, mas, depois da seca, apareceu um grande número. Essas mulheres se vendiam até a troco de bolachas, e Angélica mesmo foi uma que se perdeu com 14 anos de idade. Depois da cerca, alguns voltaram para roça.

Em alguns lugares, as vacas parirão de dois bezerros de uma vez. Quando isso aconteceu, em seu sermão o povo achou que era o fim do mundo, mas ficaram contentes quando o Padre Cícero falou que Deus era bom e estava fazendo isso para recuperar o que eles tinham perdido. Então, depois de algum tempo, as vacas voltaram a ter parto normal.

Também o Padre Cícero, em seu sermão, dizia que aquela grande seca era castigo, devido ao povo ser muito preconceituoso. Como, de fato, eles mantinham uma ordem rígida, a moça tique que casar com gente da família e, se não encontrasse um parente, ficava “pra titia”. A verdade é que o acontecimento da seca quebrou uma grande parte dessa tradição.

Angélica ficou com os seus na cidade. Sofreram muito porque, nessa época, tudo era muito difícil. Passado algum tempo, ela casou com um senhor de idade, de nome Sales Guerra. Juntos, construíram família e tiveram dois filhos, Francisco e Francisca.

Teve uma época em que eles estavam mal de vida e resolveram ir para a Amazônia, para o seringal Maripuá, no rio Purus. Chegando lá, Sales não quis trabalhar como freguês. Dizia ele:

– Eu quero ser é seringalista.

O certo é que deixou Angélica com os dois filhos no barracão, embarcou numa canoa e entrou no rio Juruá, em busca de fazer explorações, mas por lá os índios deram sumiço nele.

Antes de viajar, Sales já tinha sido avisado de que as explorações eram perigosas, mas ele era ambicioso e teimoso. Foi sozinho, e sozinho ficou para sempre.

Angélica ainda ficou seis meses no barracão esperando o Sales, mas o patrão, não querendo sustentar Angélica e os seus dois filhos, armou uma cilada. Fez uma carta falsa em nome de Sales, dizendo que ele não tinha feito nada na exploração de seringa, mas que, em compensação, tinha arranjado um bom emprego em Manaus, e que ela fosse para onde ele estava.

Angélica, ao receber a carta, deu saltos de alegria, abraçada a seus filhos; o patrão se encarregou de conseguir passagens, e eles viajaram. Chegando em Manaus, ficou um dia e uma noite a bordo do navio, e Sales nunca apareceu. A verdade é que ela chegou a dormir três noite pelas ruas da cidade, passando fome com os filhos pequenos, até que resolveu viver de lavagem de roupas. E assim foram mais de dois anos de sofrimento.

Angélica era muito devota e sempre pedia a Deus um meio de melhorar de vida. Sendo assim, aconteceu. Ocorreu que passou um parente seu por Manaus e a trouxe para a colocação São Pedro, no rio Acre.

Depois de três meses, ela casou com o seringalista de nome João Pedro da Silva, dono do seringal Triunfo, e, daí em diante, não passou mais necessidade. João Pedro da Silva, por sinal, também foi vítima da seca de 77, quando contava com a idade de sete anos e morava no bairro União, no Ceará.

Ambos, Angélica e Pedro, faleceram. Angélica, em 1946, e João Pedro, em 1956. Ela com 83 anos e ele com 86.

 

MELO, Hélio. História da Amazônia: “Do seringueiro para o Seringueiro”. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1986. p. 35-44

* As ilustrações também são de Hélio Melo.

domingo, 12 de novembro de 2017

CANÇÕES/POEMAS DE HÉLIO MELO

CARIU CARIU
Hélio Melo

Seringueiro está perdendo seu valor
Cariu cariu
Tempo bom por pouco tempo
Era bom já se acabou

Nos querer só a terra morar
A seringa é que dá vida
E a tendência é terminar

Nossa luta pela terra
Foi de guerra
Tanto sangue derramado
Em vão
Confiamos na existência
De Tupã
Recobramos nossa vida
Em nossos dias de amanhã


MAPINGUARI
Hélio Melo

Olha ele aí
Olha ele aí
Bicho feio da floresta
Que jamais pode existir
Olha ele aí
Olha ele aí
Bicho feio da floresta
Que jamais pode existir

Canacuri índio guerreiro
Da raça jamamadi
Alertava os seringueiros
Aos perigos a existir
Não adianta
O homem forte
Corre perigo de morte
Enfrentar mapinguari

Mapinguari é uma fera
Que corre grande perigo
Índio para o matar
A flecha tem que acertar
Ou no olho ou no umbigo

Canacuri canacuri
Vamos unir nossas forças
Pra matar mapinguari
Vamos unir nossas forças
Pra matar mapinguari


PRANTO DOS ANIMAIS
Hélio Melo

Os animais também choram
Sem esperança de alegria
No lugar das derrubadas
Eram suas moradias

Os animais também veem
A falta de ecologia
Sentem falta de alimento
Que ataca a cada dia
São as causas principais
Que os animais
Não terem mais alegria

Na mata só se vê o
Fogo na floresta sumindo
Muitos prédios se construindo
Do outro lado nem se fala
Só se ouve zum zum da bala
Aos animais perseguindo


FIM DA CAMINHADA
Hélio Melo

Numa toalha
Banhada de sangue
O homem da floresta
Adormeceu
Adormeceu quando uma forte
Tragédia
Fez os seu corpo ficar
Pálido e frio
Que não teve tempo de dar
O último adeus aos
Companheiros

Se seus restos mortais falassem
Diria para seus amigos
Terminei minha jornada
Mas valeu a pena
Meu trabalho mesmo
Sofrendo perseguições

Espero que minha ausência
Não se transforme em
Desespero e sem
Entusiasmo para que
Sejam colhidos os frutos
Da semente que plantei


NO QUINTAL DE MINHA CASA
Hélio Melo

No quintal de minha casa não pensei
Pois haviam preparado
Tudo para mim
Mas não pensei
Não pensei
Numa hora tão minguada
Uma emboscada
Foi a casa do meu fim

O mundo inteiro abalou
Na rádio na televisão
Seu nome ficará na história
De fracasso e glórias
De um tempo que marcou
Mas não pensei
Não pensei
Numa hora tão minguada
Uma emboscada foi
A causa do meu fim


MELO, Hélio. Via Sacra na Amazônia. Rio Branco: Fundação Elias Mansour, 2003. p.41-45

terça-feira, 30 de agosto de 2016

HÉLIO MELO: O ARTISTA DA FLORESTA

Hélio Melo, nascido em Vila Antimari, Boca do Acre, em 1926, e falecido em Goiânia, em 2001. Escritor, músico, excelente contador de causos e grande artista plástico. Retratou em seus escritos e em suas obras o cotidiano e o imaginário dos seringueiros e a defesa da floresta. Grande talento que viveu e morreu na simplicidade.


Caminho do seringueiro (1983). Látex PVA sobre compensado. Acervo: Museu da Borracha, Rio Branco-AC.

O curupira (1996). PVA sobre zinco. Acervo: Fundação Garibaldi Brasil, Rio Branco-AC.

Homem defumando (1983). Nanquim com sumos de ervas. Acervo: Museu da Borracha, Rio Branco-AC.

Mãe da mata (1996). PVA sobre zinco. Acervo: Fundação Garibaldi Brasil, Rio Branco-AC.

Tempo dos coronéis (1995). Nanquim com sumo de erva sobre eucatex. Acervo: Fátima Melo, Brasiléia-AC.

Matinta Pereira (1996). PVA sobre zinco. Acervo: Fundação Garibaldi Brasil, Rio Branco-AC.

Burro sobre a árvore. Acervo: Museu da Borracha, Rio Branco-AC.

Caboquinho do mato (1996). PVA sobre zinco. Acervo: Fundação Garibaldi Brasil, Rio Branco-AC.

detalhe de "Caminho do seringueiro" (1983).

O homem e o burro (1992). Nanquim com sumo de ervas e PVA sobre eucatex. Acervo: Fátima Melo, Brasiléia-AC.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

HÉLIO MELO POR ELE MESMO

Hélio Melo é a sabedoria seringueira elevada a máxima potência. De jeito simples e de arte genial, deixou um dos acervos mais expressivos da arte acreana. Além disso, era escritor e músico.
“Eu, pelo menos, graças a Deus, peguei este apelido de artista.”
Hélio Melo

Mais sobre Hélio Melo

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

HÉLIO MELO, O PINTOR DA SELVA

"Então, como aprendi sem professor, podem me chamar de pintor da selva. Porque só quem viveu lá dentro é capaz de descobrir os mistérios da natureza por meio de nossos irmãos índios, donos da floresta."
Hélio Melo


Hélio Melo (1926-2001), grande expoente das artes plásticas do Acre. Autodidata, cursou apenas até a terceira série do antigo primeiro grau, porém, um homem multifário, pois também era compositor, músico e escritor. Seus livros revelam mais que um imaginário pessoal, pois são preciosidades que resgatam aspectos peculiares da cultura amazônica, com suas lendas, histórias fantásticas e reais. Hélio escreve a partir de suas vivências, o que agrega a seus escritos autenticidade e brados de vida. Conforme ressaltou Naylor George, na apresentação de O caucho, a seringueira e seus mistérios: “ele escreve o que conversa e o que sente da mesma maneira que pinta uma tela, ou ainda da mesma forma que toca um violino. Ele é a simbiose de uma arte múltipla que se revela clara e cristalina...”.

A histórica revista Outras Palavras, assim descreve, sinteticamente, Hélio: “Nasceu e passou boa parte de sua vida - dos 12 aos 41 anos - dentro de um seringal. Foi entre o corte nas estradas de seringa, que o artista rabiscou seus primeiros desenhos e aprendeu a tirar som do primeiro instrumento: um violão. Mais tarde, ele iria abandonar este e um outro instrumento - o cavaquinho - pela paixão ao violino, que aprendeu a tocar de ouvido, no meio da floresta. Encantado com a beleza e os mistérios da Amazônia, o pequeno Hélio aproveitava as horas de folga preenchendo folhas brancas com desenhos que misturavam lápis e uma tinta extraída do sumo de uma planta. Em 1959, deixou para trás o seringal e veio para Rio Branco em busca de uma vida melhor para a família. Na capital acreana, foi trabalhar como catraieiro, levando e trazendo passageiros de uma margem à outra do rio Acre. No início da década de 70, com a construção da primeira ponte ligando os dois lados da cidade, a procura pela velha catraia diminuiu e Hélio Melo tratou de arrumar outro ofício que lhe garantisse o sustento da mulher e dos cinco filhos. Foi barbeiro ambulante e depois vigia. Em meados da década de 80, matriculou-se num curso ministrado pelo também pintor Genésio Fernandes”.
Estrada da floresta (1983)
Col. Mansour

Ferramentas do seringueiro (1983)
Col. Museu da Borracha

Homem defumando
Col. Museu da Borracha

Burro sobre a árvore
Col. Museu da Borracha

Família e mulher vaca
Col. Garibaldi

Serradores
Col. MASP

Árvore vaca e árvore bezerro
Col. Camargo

Seringueiro fazendo corte na ávore
Col. Mansour

Árvore vaca
Col. Goldfarb

A árvore que chora
Col. Camargo

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"Nos campos e queimadas não se vê o canto dos passarinhos. Tudo perde a sua graça. A mata que é vida dos pássaros e dos homens, aos poucos vem transformando a floresta em um sertão isolado.

Os Pássaros também sentem o desmatamento. Uns choram seus ninhos desbaratados e outros seus filhotes, esmagados pelas árvores tombadas pelo homem, que se diz inteligente.

A floresta é o véu da terra que sustenta o oxigênio, além disso, existe um verde vivo e outras cores que ninguém consegue definir. Enfim, para pintar uma mata do jeito que ela é, sem o sumo das plantas é impossível".

Hélio Melo em A experiência do Caçador e Os Mistérios da Caça
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Hélio Melo conta sua história.


REFERÊNCIAS PARA APROFUNDAR
MELO, Hélio. A experiência do Caçador e Os Mistérios da Caça. Rio Branco: Bobgraf – Editora Preview, 1996.
MELO, Hélio. Os Mistérios da Mata e Os Mistérios dos Répteis e dos Peixes. Rio Branco: Bobgraf – Editora Preview, 1996.
MELO, Hélio. O Caucho, a Seringueira e Seus Mistérios e História da Amazônia. Rio Branco: Bobgraf – Editora Preview, 1996.
* Imagens retiradas de Universes in universe.