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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

MILTON SANTOS

Interessante palestra do Milton Santos na UERJ em 1995, onde, entre outras coisas, abordou a respeito da situação do negro no Brasil. Inicie o vídeo a partir de 23 minutos, pois antes há uma introdução irrelevante. Ouvir o prof. Milton Santos é sempre inspirador, esse que foi uma das mentes mais brilhantes deste país.

“Não tenho nenhuma simpatia por trezes de maio nem por semana do mês de novembro, porque tenho uma enorme dificuldade em aceitar que o país celebre uma semana, celebre um dia e o resto dos 357 dias se descuide da questão. Creio que é importante que haja esses dias, no sentido de mobilização. Só que a mobilização não é obrigatoriamente aquilo que produz a consciência. Com frequência a mobilização cria um elã emocional, e o que permite uma luta continuada é a produção da consciência, que não pode ser obtida em um dia treze de maio ou numa semana de consciência negra. Porque não é questão de consciência negra, não. É questão de consciência nacional.” Milton Santos

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O MUNDO GLOBAL VISTO DO LADO DE CÁ

Ultimamente, entre minhas leituras de praxe de filosofia e literatura, tenho incursionado pelo trabalho de dois grandes nomes da geografia, Josué de Castro, em a “Geografia da fome: o dilema brasileiro: pão e aço”; e Milton Santos, em “A Natureza do Espaço: técnica e tempo, razão e emoção”. A meu ver, são dois pensadores que nos ajudam a discutir a realidade brasileira de modo crítica e profunda.

Sobre Milton Santos, o premiado documentarista Sílvio Tendler lançou, em 2006, o longa-metragem: “Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá”, belíssimo trabalho que merece ser visto, discutido e divulgado.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

PARA QUE SERVEM OS POLÍTICOS?

“Os políticos não fazem mais política no Brasil, quem faz política são os grandes empresários. Os políticos são, de um modo geral, apenas pessoas que fazem discursos.”

Milton Santos
in palestra na UERJ, no ano de 1995

sexta-feira, 19 de julho de 2013

MILTON SANTOS

Acredito ser ainda muito válida essa entrevista, no programa Roda Viva, com o geógrafo Milton Santos (1926-2001), um dos grandes pensadores brasileiros e da realidade brasileira.


“Massacre sempre houve. O que nunca houve foi um mundo governado pela informação e contrariado pela comunicação. O que é extraordinário nesse mundo, nesse fim de século, sobretudo o que faz a importância da vida urbana, é essa produção, a partir de baixo, de algo que é revolucionário, no sentido de que os pobres acabam por ver mais o que o mundo está sendo. Nós não temos muitas formas de ver o mundo porque estamos contentes com o nosso conforto, com os nossos diversos confortos: o conforto do nosso bairro, o conforto do nosso consumo, o conforto das ideias estabelecidas; que tudo isso é um entrave à produção do conhecimento, um entrave à produção do futuro. O futuro está lá embaixo. (...) O pobre é sempre sábio, porque ele conhece a experiência da escassez. Que só agora a classe média começa a conhecer. A experiência da escassez é o caminho da descoberta, do que eu valho realmente. Esse caminho da escassez que todos os dias se renova, porque aparentemente eu deixo de ser pobre hoje, amanhã eu volto a ser pobre outra vez, porque, como no caso do Brasil, essa redução da pobreza não é estrutural. Então o que nós temos é essa capacidade do pobre, mas sobretudo do migrante. O migrante ainda é mais forte que o pobre na visão do real e do futuro; e faz com que a América Latina e o Brasil seja um país afortunado, porque urbano, cheio de pobres, e porque tem as cidades cheias de migrantes.” (excerto da fala de Milton Santos)